Da Redação – O delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro Costa, solicitou ao CNJ e à Corregedoria do Tribunal de Justiça de Pernambuco a investigação do juiz Rildo Vieira da Silva, envolvido no caso “Fura-Fila”, que tomou conta das manchetes em todo o Brasil durante a gestão do então prefeito e atual candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB). O fato aconteceu em dezembro de 2025.
O pedido é motivado pelos termos empregados em uma decisão do magistrado. Silva afirmou que medidas solicitadas pela polícia tinham o objetivo de “legalizar” uma “operação clandestina”, “destruir provas” e “obstruir” uma investigação federal. As informações são da Veja.
As declarações do magistrado foram feitas ao analisar um pedido de medidas cautelares contra um policial suspeito de vazar informações sigilosas. O caso está relacionado à “Nova Missão”, como foi chamada uma apuração contra funcionários da Prefeitura do Recife. A apuração foi interrompida por decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF.
O pedido da Polícia Civil ao CNJ e ao TJPE ocorre em meio à disputa eleitoral acirrada entre a atual governadora, Raquel Lyra (PSD), e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).
Rildo Vieira da Silva também foi o responsável por anular uma investigação sobre possíveis fraudes em contratos na Prefeitura do Recife, na chamada Operação Barriga de Aluguel.
Pouco mais de um mês depois dessa decisão, seu filho foi nomeado por João Campos para o cargo de procurador do município. A nomeação causou polêmica porque Lucas Vieira Silva havia concorrido às vagas de ampla concorrência e, dois anos depois do concurso, apresentou diagnóstico de autismo e conseguiu ingressar na vaga destinada a pessoas com deficiência. João Campos anulou a escolha depois da repercussão negativa.
No dia 14, o então corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell, determinou que o TJPE apurasse a conduta de Rildo Vieira da Silva nesse caso. A decisão atendeu a um pedido do candidato a deputado Manoel Medeiros (Novo), que apontou que a anulação foi decidida poucas horas após o magistrado assumir o processo e citou um possível conflito de interesses com a nomeação posterior do filho.
Agora, o delegado-geral da Polícia Civil solicitou que seja analisado se o novo pedido deve ser incluído na investigação já em andamento.










