Por Ricardo Antunes – O PSB segue pautando a mídia nacional contra a governadora Raquel Lyra (PSD) nesta reta final de campanha. E com muita competência. O escândalo da vez é a fala infeliz em que a gestora sugere uma laqueadura sem o consentimento da paciente.
Raquel, que já gravou um vídeo se desculpando, segue mordendo iscas do contra-jogo do adversário sem utilizar o mesmo expediente, para o qual teria vasto e farto arsenal.
Enquanto UOL, Brasil 247, Metrópoles, portais de maior abrangência, são municiados pelos assessores de João Campos (PSB), a equipe da governadora, seu marketing e sua coordenação de campanha preferem assistir tudo passivamente. O argumento é de que a campanha já estaria ganha.
É um grande erro. Com o “modus operandi” do PSB, que vai da baixaria à extrema competência, não se deve brincar. Nessa segunda-feira (21) tem o debate na TV Guararapes, e novas perguntas e pegadinhas incômodas para Raquel também. Ou seria “Madre” Raquel Lyra?
Apenas O Antagonista deu destaque ao caso de João Guilherme Ferraz, foragido da Justiça desde 4 de setembro, quando foi expedido mandado de prisão contra ele. Ferraz era homem forte da Prefeitura do Recife desde a gestão de Geraldo Júlio (PSB) e continuou influente na gestão de João Campos.
O Antagonista também falou da interferência do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nas eleições em Pernambuco. Não se viu os aliados nem ela repercutirem nada sobre esse assunto. Zero.
Desde fevereiro, Mendes protela uma investigação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) com “suposto potencial de atingir a imagem do ex-prefeito João Campos”, afirma o portal. O caso envolve supostas irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura do Recife para a adequação de equipamentos públicos, o que incluiria fraudes em processos licitatórios, conluio e lavagem de dinheiro. Empresários e ex-secretários eram alvos do MPPE.
Com essa “campanha de Madre Teresa de Calcutá”, como cravou um aliado, Raquel pode botar a perder sua popularidade. A vantagem dela derreteu nas últimas pesquisas, o que ligou o sinal de alerta na base governista, ao mesmo tempo em que animou a militância de João Campos, disposto a tudo para ganhar o Palácio do Campo das Princesas, que já foi ocupado por seu pai, Eduardo Campos, e seu bisavô, Miguel Arraes, por cinco vezes ao todo.
Se não abrir o olho, Raquel pode ir para a penúltima semana de campanha num clima desfavorável e desnecessário. Fruto da inanição de um marketing e de uma coordenação que acha que a eleição é para a Prefeitura de Caruaru ou para o Mosteiro de São Bento.










