Por Ricardo Antunes – A militância do PSB resolveu focar seus esforços na declaração de patrimônio da governadora Raquel Lyra (PSB). Após o protesto de ontem, que espalhou cédulas de um real com a cara da gestora pelas ruas do Centro do Recife, a “máquina de moer reputações” (ou o gabinete do ódio) vem produzindo vídeos para as redes sociais focando nos bens dela, que totalizam R$ 359.498,33. A crítica é maior ao R$ 1 de depósito em conta no Bradesco e ao imóvel de R$ 289.574 na beira-mar de Jaboatão dos Guararapes.
“Um real na conta com um salário de mais de R$ 42 mil? Só o que ela recebeu este ano já é mais que o patrimônio total declarado. Dá para acreditar? Não. Está faltando respostas que expliquem. Está faltando planejamento financeiro?”, questiona o vídeo publicado nas redes e replicado por lideranças e assessores ligados ao PSB.
Ao insistir nessa abordagem, o que o grupo ignora é o patrimônio do próprio candidato João Campos (PSB), que totaliza R$ 2.892.723,46 — uma diferença de 704,66% superior às cifras e aos bens declarados por Raquel. Sendo que João não declarou imóvel este ano. Em 2024, quando disputou sua reeleição para prefeito, ele declarou meros R$ 40.796,80 por um imóvel, sem especificar o endereço.
O atual patrimônio do socialista é constituído basicamente por investimentos e aplicações, e “apenas” R$ 100 mil de quotas em uma empresa não especificada. O valor é quase R$ 200 mil maior que há dois anos. Já a evolução patrimonial de Raquel foi de R$ 19 mil a mais que na eleição de 2022.
Curiosamente, ninguém da equipe da governadora está contra-argumentando os opositores e deixando-os reinar livremente.










