Do UOL – O ministro André Mendonça, do STF, determinou hoje o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal.
O que aconteceu
Na decisão, Mendonça também afastou o delegado Leandro Almada do cargo de diretor de inteligência policial da PF. Ele afirma que a medida busca evitar “constrangimentos ilegais” e permitir que autoridades e servidores atuem sem interferência.
O ministro do STF pediu sessão virtual hoje, na Segunda Turma, para referendo de sua decisão. Ele solicitou ao presidente da Segunda Turma, Luiz Fux, que convoque o plenário virtual para votar a partir das 10h de hoje até as 23h59.
Compõem a Segunda Turma: além de Fux e de Mendonça, os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques.
Mendonça determinou também que a Corregedoria da PF investigue Andrei Rodrigues e o delegado Almada. “Do mesmo modo, deve ser determinada a abertura de procedimento investigatório próprio sobre as circunstâncias relacionadas à produção dos ‘documentos’ em questão, a ser conduzido no âmbito da Corregedoria da Polícia Federal.”
Decisão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes apresentar um relatório da PF para pedir que Mendonça fosse investigado no STF. Moraes protocolou a solicitação no inquérito das fake news, relatado por ele próprio. O presidente do STF, Edson Fachin, interveio na sexta-feira (4), retirou o pedido desse inquérito e cobrou explicações dos envolvidos.
Mendonça classificou como de “absoluta impropriedade técnica e ilicitude na sua produção” o relatório de inteligência da PF apresentado por Moraes. “‘Documento’ é apócrifo, sem timbre ou qualquer outro símbolo gráfico capaz de lhe empregar o mínimo grau de legitimidade e confiabilidade, inviabilizando qualquer conferência quanto à sua autoria e data de elaboração”, afirma o ministro na decisão.
Mendonça determinou também: a “suspensão imediata” de produção, elaboração ou compartilhamento de qualquer relatório de inteligência voltado a analisar a atividade jurisdicional, a advocacia pública e a polícia judiciária. Em sua decisão, o ministro do STF considerou que a permanência das autoridades em seus cargos representaria risco contínuo de interferência nas apurações e reiteração de condutas ilícitas.
O UOL tenta contato com Andrei Rodrigues.
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