Da redação do blog — Uma auditoria interna da Caixa Econômica Federal indicou que o ex-presidente Gilberto Occhi favoreceu interesses privados de aliados políticos e familiares durante sua gestão, entre junho de 2016 e abril de 2018. Ele foi indicado para obter apoio político ao governo Lula.
A investigação revelou que Occhi liberou recursos para contratos imobiliários de uma empresa ligada a um deputado do PP e interferiu em procedimentos do banco para favorecer aliados. Além disso, ele atuou em operações de crédito em benefício de familiares, totalizando R$ 1,7 milhão em 2017.
A Controladoria-Geral da União (CGU) apontou intervenção indevida de Occhi em casos fora de sua competência e solicitou apuração das falhas de conduta. As investigações também mostraram que Occhi atendeu demandas do varejo político dentro do banco, como a liberação de crédito imobiliário para um assessor parlamentar e para o presidente do Clube Athletico Paranaense, mas o financiamento deste último não foi efetivado.
O Conselho Disciplinar Especial da Caixa aplicou apenas uma punição de advertência a Occhi por “imprudência”, mesmo admitindo a existência de conflito de interesses. O ex-presidente e os demais envolvidos negam irregularidades.
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