Por André Beltrão — Dizem que nada como um dia após o outro e que o mundo capota. É o que devem estar pensando muitos petistas, ao saberem da prisão de Vinícius Carvalho Aquino, em Brasília, neste final de semana, por violência doméstica contra a ex-companheira. Formado em Direito e ex-servidor da Câmara dos Deputados, ele foi o criador do boneco Pixuleco, que há 10 anos ficou conhecido ao retratar o então ex-presidente Lula como presidiário. A prisão ocorreu na churrascaria Fogo de Chão, point das elites brasilienses, após Vinícius descumprir medida protetiva.
Segundo informações policiais, a ex-namorada o acusava de ameaça e perseguição, após o fim do relacionamento de ambos, que durou cerca de seis meses. No ano passado, ela já havia registrado queixa contra o rapaz e obteve medida protetiva. Em outubro, eles reataram o relacionamento, que findou em janeiro de 2025. No depoimento à Delegacia da Mulher do Distrito Federal, ela afirmou que Vinícius não aceitou o rompimento, e a ameaçou de quebrar seu carro e até de morte, caso a encontrasse com outra pessoa. Ele ainda teria, nas palavras dela, pulado o muro de sua casa e esmurrado a porta do quarto da mesma.
A defesa de Vinícius chegou a negar as acusações na época. Em março deste ano, a Justiça decretou a prisão preventiva do criador do Pixuleco, por suposto descumprimento das medidas protetivas, determinando ainda o uso de tornozeleira eletrônica por 90 dias, além de proibi-lo de se aproximar ou fazer qualquer tipo de contato com sua ex-companheira.
REINCIDENTE?
Vinícius já havia sido denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal, em 2022, por “perturbar a tranquilidade” de outra ex-namorada. Na ocasião, ele teria feito mais de 200 ligações para o celular dela mulher, em menos de dez horas. Entretanto, a Justiça alegou que não cabia responsabilidade criminal ao rapaz e ele foi absolvido.












