EXCLUSIVO, Por Ricardo Antunes – Uma crise interna se abateu no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), sem relações com o pleito deste ano. O presidente da corte, desembargador Fernando Cerqueira, queria esticar o seu mandato, que encerra em 9 de outubro, para permanecer até a diplomação dos futuros eleitos. No entanto, os outros seis desembargadores se juntaram para barrar o pleito.
Pelo rito, o presidente do TRE-PE teria que oficiar ao presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Francisco Bandeira de Mello, para que ocorra a escolha de um novo desembargador para integrar a corte eleitoral por dois anos. Segundo informações de bastidores, Cerqueira não queria fazer isso para esticar o biênio dele, que acaba entre o primeiro e o segundo turno das eleições gerais – marcados para 4 e 25 de outubro, respectivamente.
O objetivo de Cerqueira era permanecer até pelo menos 18 de dezembro, data limite para a diplomação dos candidatos eleitos. A manobra foi vista como uma demonstração de vaidade pelos demais desembargadores, que pressionaram o presidente a fazer o ofício ao TJPE – caso contrário, os mesmos o fariam.
Presidente e vice são oriundos do TJPE. O vice, Erik Simões, esteve entre os contrários à manobra. Com isso, o clima azedou, e a expectativa é de que a corte estadual escolha um novo integrante para Justiça Eleitoral.
Em tese, Cerqueira poderia ser reconduzido ao TJPE. Mas em função de um acordo, o tribunal tem optado por um rodízio entre os desembargadores, a fim de aproveitar as benesses da Justiça Eleitoral. O que mina as chances de alguém permanecer quatro anos consecutivos na corte eleitoral.










