Por Ricardo Antunes – A quarta pesquisa do instituto Datafolha, divulgada hoje, revela o abismo em que mergulhou o candidato do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos. Em pouco mais de seis meses, ele despencou dez pontos percentuais, viu a governadora Raquel Lyra (PSD) ultrapassá-lo e consolidar a liderança, que agora é acima da margem de erro de três pontos percentuais.
Em fevereiro, o socialista, ainda comandando a Prefeitura do Recife, tinha 47% das intenções de voto contra 35% de Raquel. Em abril, dias após deixar a gestão municipal, João cresceu para 50%, mas a pessedista também subiu para 38%.
O calvário do ex-prefeito teve início em maio, quando Raquel virou o jogo para 48%, contra 43% do adversário. A governadora manteve o percentual na pesquisa seguinte, em julho, quando João oscilou um ponto negativamente, indo a 42%. Agora, mesmo vendo Raquel cair um ponto para 47%, João caiu dois, chegando a 40%.
A situação liga um alerta vermelho na Frente Popular. Faltando 45 dias para o primeiro turno das eleições, João Campos ainda não conseguiu estancar a queda, e pode começar ver aliados pulando do barco. Uma diferença de sete pontos em uma eleição praticamente plebiscitária, onde ele tem insistido numa nota só – o apoio do presidente Lula (PT), tal qual Danilo Cabral (PSB) o fez em 2022, e amargou o quarto lugar.
Nessa pisada, os candidatos ao Senado, assim como os proporcionais, tendem a fazer campanhas solo, sem exibir a majoritária em seus materiais publicitários. Um cenário sombrio a pouco mais de três meses das eleições.









