Da Redação do Blog – Cursos da Faculdade Novo Horizonte e da ONG Rede Vhida pagos pela Prefeitura de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, e não realizados, foram a principal pista que levou a Polícia Civil a desbaratar, na quinta-feira (2), quadrilha que fraudava a execução das emendas impositivas dos vereadores da cidade.
A informação foi dada nesta sexta-feira (3) pelo delegado Ney Luiz, titular da Delegacia de Porto de Galinhas, que comandou a operação, em balanço das atividades à imprensa.
Segundo ele, beneficiado por emendas num total de R$ 7 milhões, o Instituto de Gestão em Políticas Públicas do Nordeste (IGPN), sem capacidade técnica, repassou a realização dos cursos à Faculdade Novo Horizonte, de Ipojuca, e à ONG Rede Vhida, sediada em Caruaru, no Agreste. Pagos, os cursos não foram dados, constatou a polícia.
Como já divulgou o Blog, a presidente da Rede Vhida, advogada Edjane Silva Monteiro, foi presa na quinta-feira, em Caruaru. Os empresários Gerailton Almeida da Silva, dono do IGPN, e Gilberto Claudino da Silva Junior, proprietário da Faculdade Novo Horizonte, estão sendo investigados.
A Operação Alvitre descobriu que parte dos R$ 39,6 milhões de emendas impositivas dos vereadores de Ipojuca executadas entre 2022 e 2024 foi aplicada ilegalmente por meio dos Termos de Fomento, usados para dar aparência de legalidade às destinações.
Auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) havia constatado fraudes na execução da maior parcela de R$ 12,8 milhões de emendas impositivas destinados a 11 entidades privadas sem fins lucrativos no orçamento municipal de 2023.












