Por Ricardo Antunes – O delegado Mario Melo solicitou novamente a prisão do suspeito de pedofilia e diretor do Colégio Cristão do Recife (CCR), Bruno Pohlmann.
O primeiro pedido de prisão temporária foi negado pela Justiça. Agora, com a investigação com o inquérito concluído, apontando indícios graves do crime de pedofilia digital, a polícia voltou a solicitar a prisão temporária do suspeito.
A decisão cabe agora ao Juizado da Infância e da Juventude, após a oitiva do Ministério Público de Pernambuco.
Na investigação, ainda segundo apuração da nossa equipe de jornalismo investigativo, foi encontrado farto material de pedofilia, incluindo fotos e vídeos da chamada deep web. A polícia não encontrou vestígios de crimes que teriam sido cometidos na escola.
Essa era a maior preocupação dos pais, que estão reunidos neste momento no colégio em busca de mais informações. O CCR divulgou uma nota para tentar tranquilizar os pais dos alunos, mas entrou em contradição ao afirmar que o diretor está afastado.
O suspeito foi indiciado com base no artigo 241-A, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê punição para quem oferece, troca, disponibiliza, transmite, distribui, publica ou divulga, por qualquer meio, inclusive pela internet, imagens, vídeos ou qualquer outro registro com cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo menores.
A pena é de reclusão de 3 a 6 anos, além de multa. A responsabilização também se estende a quem facilita ou intermedeia esse tipo de conteúdo.









