EXCLUSIVO, Por Ricardo Antunes – O clima de indefinição na chapa governista deve piorar nos próximos dias. Após as últimas atitudes da governadora Raquel Lyra (PSD) e de alguns aliados, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) avalia não ir à convenção que homologará a candidatura dela à reeleição. O evento será no domingo (2), no Parador, no Bairro do Recife.
O provável desfalque do presidente estadual da Federação União Progressista expõe a fratura profunda e o desencontro entre a legenda e a governadora. O dirigente estaria com receio pelas últimas atitudes de Raquel quanto a uma eventual “armadilha” do Palácio no dia da convenção. O PP, que integra a federação, tem maior musculatura que o União Brasil no estado.
Com dez deputados estaduais, três federais e mais de trinta prefeitos em sua base, Eduardo da Fonte reúne mais condições políticas que o ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil), que só possui um parlamentar em cada Casa, ambos seus irmãos. Mesmo assim, é tido como o preferido pela governadora. O PP tem enfrentado os avanços do Palácio em cima dos prefeitos e parlamentares.
A fama do Executivo de não cumprir as promessas tem ajudado a manter os quadros. Na semana passada, em reunião convocada pela governadora, os gestores municipais reiteraram que querem Eduardo da Fonte como candidato a senador. E que não estariam contentes com o constrangimento e desprestígio ofertados pelo governo ao seu líder.
O temor de Eduardo da Fonte sobre a presença de seu grupo político na convenção é que sirva apenas como um carimbo de apoio simbólico, sem contrapartidas consolidadas ou compromissos firmados no papel.
A cúpula progressista avalia internamente que falta uma postura mais efetiva da governadora e de seus aliados, com gestos concretos. “Até agora é só lenga lenga”, resumiu um aliado.
Faltam cerca de 48 horas, uma eternidade no mundo da política, simbolizado pela frase “nada como um dia após o outro, com uma noite no meio”.








