Por Vinícius Sales – Parlamentares da direita pernambucana criticaram, nesta terça-feira (27), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL), que deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos após ser derrotado na eleição presidencial.
Gilson Machado Filho (Podemos), Renato Antunes (Novo) e Coronel Alberto Feitosa (PL) questionaram a rapidez da medida judicial e apontaram indícios de perseguição política contra o senador.
A repercussão ocorre após a Polícia Federal (PF) cancelar os passaportes de Flávio, que não cumpriu o prazo estabelecido pela Justiça para entregar os documentos. A PF solicitou a apreensão dos passaportes apenas sete minutos depois da confirmação do resultado da eleição presidencial, no domingo (25). Moraes autorizou a medida ainda naquela noite.
Ao Portal, o deputado federal eleito Gilson Machado Filho (Podemos) classificou a decisão como política e questionou a atuação do ministro do STF logo após a derrota de Flávio Bolsonaro.
“É no mínimo estranho que um candidato a presidente, depois de sete minutos de terminar o pleito, tenha o passaporte cassado por um juiz. É muito estranho o juiz do STF estar de plantão, esperando o resultado de uma eleição para tomar uma decisão. Quer dizer, é uma decisão política, claramente”, afirmou.
O deputado estadual Renato Antunes (Novo) também criticou a decisão e afirmou que, diante de uma situação em que considerasse seus direitos ameaçados, priorizaria a proteção da própria família.
“Flávio tem uma esposa e dois filhos. Eu tenho uma esposa e dois filhos. Se em algum momento da minha vida política, profissional ou pessoal eu me sentisse ameaçado, com os meus direitos cerceados, eu não pensaria duas vezes para proteger minha família”, declarou em suas redes sociais.
Renato também questionou a rapidez da apresentação do pedido de apreensão dos passaportes, afirmando que a peça jurídica, de 16 páginas, já estaria preparada antes mesmo da conclusão da eleição. “Se isso não é perseguição política, se isso não é indício de uma ditadura, o que é isso?”, questionou o deputado.
Já o deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL) saiu em defesa da decisão de Flávio Bolsonaro de deixar o país e afirmou acreditar que o senador corria o risco de ser preso. “Você acha isso normal? Se você acha isso normal, pensa como está o Brasil”, declarou, ao questionar o intervalo entre a divulgação do resultado eleitoral e a determinação judicial.
Para o deputado, Flávio tomou a decisão correta ao deixar o Brasil. “Eu acho que o Flávio Bolsonaro acertou, porque ele, como pai, seria preso. E parece que todo mundo que se opõe a esse sistema tem esse caminho. Isso é muito preocupante”, afirmou.












