Por Ricardo Antunes – Com o segundo mandato garantido em primeiro turno, a governadora Raquel Lyra (PSD) parte para um merecido descanso, mas já ciente de que os bastidores fervem quanto ao novo secretariado. Isso porque muitos nomes se cacifaram nas urnas e esperam oportunidade de indicação, enquanto outros aliados que saíram derrotados também vão requerer espaços políticos para se manterem ativos na política.
Evidentemente, nada será definido antes da conclusão da eleição presidencial, mas alguns nomes já surgem fortes no grupo da própria governadora. O primeiro deles é a própria vice, Priscila Krause (PSD), que poderá ter maior protagonismo no segundo mandato, visto que será um nome natural a ser ungido. Até porque, se Raquel seguir o caminho de disputar o Senado em 2030 ou alçar voos nacionais, Priscila naturalmente governará Pernambuco por nove meses e estará sentada na cadeira na próxima eleição.
Entre os nomes cotados para o secretariado, André Teixeira (PSD) é figura certa. O primo da governadora é nome especulado para a Prefeitura de Caruaru, que foi comandada por Raquel entre 2017 e 2022, e o atual gestor, Rodrigo Pinheiro (PSD), é da base e está no segundo mandato. Para construir a candidatura, Teixeira tende a ser alçado a alguma secretaria da pompa novamente.
Dois Coelhos egressos em baixa das urnas devem ganhar espaços. Daniel Coelho (PSD) e Miguel Coelho (União Brasil) não conseguiram se eleger deputados federais e ficaram como suplentes. O primeiro deve assumir mais uma pasta no governo Raquel, onde atuou no Turismo e no Meio Ambiente. Já Miguel pode reivindicar Desenvolvimento Econômico, mas não teria a Copergás e o Porto de Suape no guarda-chuva.
Esses vão continuar, respectivamente, sob o comando de Guilherme Cavalcanti, que teve um papel muito importante na campanha, fazendo a ponte com o empresariado, e Armando Bisneto, que também tem feito um trabalho competente à frente da instituição.
Túlio Gadêlha (PSD), que ficou em sexto para o Senado, também poderá assumir alguma secretaria especial a ser criada. Já Eduardo da Fonte (PP), que também não chegou à Casa Alta, deve manter os espaços que já tem no governo, mas ele próprio deve assumir alguma missão nacional em seu partido ou na Federação União Progressista.
Quem deve ganhar prestígio é o presidente estadual do Podemos, Marcelo Gouveia, que se elegeu deputado federal, junto com Gilson Machado e Ricardo Teobaldo. A sigla ainda elegeu seis estaduais, formando a quinta maior bancada na Alepe.
O atual chefe da Casa Civil, Túlio Vilaça, deve ganhar a “promoção” de ir para o Tribunal de Justiça de Pernambuco como desembargador. No radar palaciano, estão cerca de seis vagas decorrentes de aposentadorias na corte estadual. Vilaça, que é advogado e tem excelente trânsito com a magistratura, estaria de olho em uma delas.
O resto serão mudanças pontuais feitas no tempo dela. É isso.










