Por Milly Lacombe, do UOL – A França foi eliminada pela Espanha e vai disputar o terceiro lugar. Foi um baile espanhol? Praticamente. Teve até olé no final. Uma França apática (salve, 1998) perdeu para uma Espanha absurdamente concentrada e leve. A França que encantou o mundo (salve, 1982) foi eliminada precocemente se pensarmos que chegar à final, diante do futebol praticado, era quase uma unanimidade entre a opinião pública.
No feriado da queda da Bastilha, o dia mais importante para os franceses, aquele considerado o melhor time da Copa é ofuscado pelo dinamismo espanhol. Nenhum dos estrelados jogadores franceses esteve presente hoje. Todos ausentes em suas qualidades (ecos de 1998). Dominada, controlada, cabisbaixa. Irreconhecível. Triste. Melancólica.
Do outro lado, uma Espanha que correu por fora e que mostrou saber ganhar da poderosa França.
Os franceses entenderam de uma só vez o que sentimos em 1982, quando fomos os melhores e ainda assim perdemos, e em 1998, quando éramos favoritos e entramos em campo de forma irreconhecível, justamente contra essa mesma França.
É o futebol e é o mata-mata. Esse time francês não deixa de ter feito história. Foi gigante e encantou, mas não chegou.
A Espanha mostra ao mundo que vale à pena seguir firme em sua filosofia de jogo e respeitar sua cultura futebolística. Acorda, Brasil. Quanto mais vemos os outros jogarem, mas lamentável fica o futebol da nossa seleção.










