Por Chico Barney, da UOL – Neymar estreou na seleção em 2010. E foi às Copas de 2014 até 2026, em um total de 4 edições que não poderiam ser classificadas como históricas para o torcedor brasileiro.
Foi o grande nome do futebol nacional nesse período, apesar das idas e vindas com contusões e polêmicas dentro e fora de campo. Como qualquer grande protagonista, foi polarizador.
Curiosamente, desde que Neymar começou a defender a nação em Copas do Mundo, Galvão Bueno ensaia uma aposentadoria da cobertura da seleção. Desistiu da aposentadoria após os fracassos de 2014, 2018 e 2022. Mas parece que agora quer mesmo pendurar as chuteiras depois do papelão do escrete de Ancelotti em 2026.
Galvão narrou todas as Copas desde 1978 e, de certa maneira, ensinou diversas gerações a amar e cornetar a amarelinha. Fiz questão de acompanhar os jogos da seleção pelo SBT neste ano por conta dele.
É uma relação simbiótica do narrador com a seleção, e uma experiência transcendental. Quando a gente não se reconhece naqueles jogadores sem alma, pelo menos nos reconhecemos na frustração e no magnífico storytelling do Galvão.
De todas as pessoas no mundo, mais até que as criancinhas citadas por Fernanda Gentil na Cazé TV, quem mais merecia o hexa era ele. O legado mais cruel dessa geração fracassada é não permitir que um gênio se despeça no auge de uma vitória importante- como Galvão tem tentado há 12 anos. Infelizmente não deu.
Não tenho a menor convicção de que o hexa virá em 2030. Aliás, hoje em dia chego a questionar se um dia o Brasil voltará ao topo da prateleira do futebol mundial. Não enxergo indícios.
Mas minha torcida é para que Galvão desista de novo de se aposentar e empreste por mais muitos anos seu carisma para a combalida seleção brasileira.
Voltamos a qualquer momento com novas informações.






