De O Globo – Cerca de 250 milhões de eleitores nos Estados Unidos estão aptos a votar nesta terça-feira nas eleições de meio de mandato, que definem a composição do Congresso para os dois últimos anos do governo de Donald Trump. Realizadas na metade do mandato presidencial, o pleito costuma funcionar como um plebiscito sobre o presidente, e o resultado, na maioria das vezes, desfavorece o partido que ocupa a Casa Branca.
435 deputados e 35 senadores
Os deputados americanos têm mandatos de dois anos, e, por isso, todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes estão em disputa. Os republicanos têm maioria apertada, e os democratas precisam conquistar apenas alguns distritos, hoje representados por republicanos, para retomar o controle da Casa. O histórico pesa a favor da oposição. Em 2018, nas eleições de meio de mandato do primeiro governo Trump, os republicanos perderam 41 cadeiras. Em 2022, no governo de Joe Biden, os democratas perderam nove.
Já os senadores têm mandatos de seis anos, e cerca de um terço das cadeiras é renovado a cada dois anos. Das 100 vagas do Senado, 35 estão em disputa. Os republicanos têm hoje 53 senadores, e os democratas precisam de um ganho líquido de quatro cadeiras para assumir o controle.
Os eleitos tomam posse em 3 de janeiro de 2027. Também estão em disputa 36 governos estaduais, e 145 consultas populares são realizadas nos estados sobre temas que vão do direito ao aborto à reforma do imposto de renda.
Insatisfação
Em uma pesquisa recente do Siena College para o New York Times, apenas 21% dos entrevistados classificaram a situação econômica dos EUA como “boa” ou “excelente”, enquanto 53% a consideraram “ruim”.
A aprovação de Trump é de 37%, contra mais de 60% de desaprovação, segundo a média de pesquisas compilada pelo especialista Nate Silver. Uma semana antes da votação, o site Decision Desk HQ estimava em 79% a probabilidade de os democratas recuperarem a maioria na Câmara e em 57% a de conquistarem o Senado.
Mais de R$ 60 bilhões
Segundo a consultoria AdImpact, partidos e candidatos gastaram cerca de US$ 11,6 bilhões (cerca de R$ 61,5 bilhões) em publicidade neste ciclo, acima dos US$ 8,9 bilhões (R$ 47,2 bilhões) de 2022 e também acima do total gasto em 2024, ano de eleição presidencial.











