Da Redação – Ao responder a uma pergunta feita pelo jornalista Wilson Lima, do portal O Antagonista, sobre os panfletos apócrifos que traziam ataques relacionados a ela, a governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou que sofreu “violência política” e misoginia em boa parte das críticas recebidas da oposição. Em entrevista ao podcast Arenga Política, ela destacou que isso “não é novidade” em sua carreira política, mas houve episódios de “crueldade”, como os panfletos apócrifos.
“Violência política não é novidade. Em cada momento, fui muito questionada e violentada, me julgam com adjetivos que não colocam para homens, por exemplo. Claro que isso incomoda. Falo pouco, pois críticas são naturais da democracia. Mas estamos aqui, 40 anos depois da redemocratização, ainda discutindo as bases da democracia. A maldade que se fez foi buscar desestabilizar meu coração e minha alma. Pernambuco já viu outras vezes isso ocorrer, talvez não de maneira tão cruel. E depois tentaram criminalizar a mim. O caso está na Polícia Federal e eu acredito nas instituições. Que seja investigado e punido. Estamos tendo que nos defender de uma leva de fake News como nunca foi visto na história de Pernambuco”, reforçou Raquel em resposta ao jornalista Wilson Lima, de O Antagonista.
“Deixo o julgamento para a própria população. Agora nunca um governante foi tão cobrado quanto eu. Anunciaram até CPI, que não foi instalada na verdade, e se comprova até por relatório do Tribunal de Contas que não tinha nada errado. Eu não tenho compromisso com erro, quando tem qualquer denúncia quem primeiro apura sou eu. Tentaram me tirar no tapetão. Sou a primeira mulher governadora de Pernambuco, então que eu seja julgada pela minha conduta, pelos atos, mas não por ser mulher. Vemos hoje violência política o tempo inteiro, com xingamentos, com práticas que não se fazem com nenhum homem”, disparou.












