Blog do Ricardo Antunes
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Blog do Ricardo Antunes
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Home Política

“Governo alterou documentos para se eximir da responsabilidade na pandemia”, diz TCU

Por Ricardo Antunes
18/04/2021 - 14:34
WhatsAppTweetarCompartilharEnviar por Email

Do UOL — Abuso de poder, ineficácia e omissão são alguns dos termos utilizados pelo TCU (Tribunal de Contas da União) para se referir à atuação do Ministério da Saúde no combate à pandemia de covid-19 no Brasil.

 

De acordo com relatório do tribunal concluído em abril, o governo alterou documentos para se eximir da responsabilidade de liderar as ações ao ponto de não monitorar o fornecimento de remédios de intubação em postos de saúde.

A análise do relatório do TCU será uma das prioridades da CPI da Covid, instalada no Senado na última terça-feira (13). As primeiras sessões devem convocar os ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Fernando Azevedo (Defesa).

Fernando Azevedo participou da compra milionária de cloroquina e Ernesto Arújo na aquisição de vacinas.

Intubação

Segundo o relatório, o TCU se reuniu com o ministério em 19 de março para tratar da falta de medicamentos de IOT (intubação orotraqueal) aos pacientes em estado grave. Os fiscais relatam que o “acompanhamento do órgão baseava-se exclusivamente (…) nos medicamentos utilizados para intubação de pacientes internados em hospitais públicos”.

Deixando de levar em conta a necessidade de abastecimento de medicamentos para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimentos (UPA), que também estariam realizando procedimento de intubação em pacientes graves, conforme relatado na própria reunião
TCU, em relatório

“Outro ponto que chamou atenção”, dizem os fiscais, “foi o envio linear a todos os estados” de dois medicamentos para intubação, o propofol e atracúrio, “desconsiderando a diferença no número de leitos entre os estados”.

Os trabalhos de controle e monitoramento do MS [Ministério da Saúde] para os medicamentos de IOT foram ineficazes por falta de controle em tempo real e de sistema apropriado e, principalmente, por desconsiderarem o agravamento da crise, as condições sanitárias do país e as reais necessidades das secretarias de saúde
TCU, em relatório

Diante das constatações, o tribunal deu prazo de 15 dias para que a pasta elaborasse um “plano estratégico detalhado” para viabilizar “medidas relacionadas à gestão e assistência farmacêutica”.

Deputados pressionam ministério para envio de kit intubação

Abuso de poder

A “ineficácia” do ministério no monitoramento do kit intubação exemplifica o que o TCU classificou de “omissão” e “abuso de poder” por parte da pasta, que, para se eximir de suas responsabilidades, teria aberto mão de assumir a liderança nas ações da pandemia ao delegar essas funções a estados e municípios e não realizar as campanhas publicitárias recomendadas pelo tribunal em relatórios anteriores.

Os fiscais escrevem que os países com melhores resultados no controle da covid-19 “compartilham, ao menos, uma característica em comum: a adoção de medidas planejadas e coordenadas centralmente para o controle da disseminação do vírus, além da preparação do sistema de saúde para cuidar adequadamente das pessoas infectadas”.

As ações da pasta, contudo, “implicaram exclusões de responsabilidades relacionadas ao monitoramento”, diz o relatório, que cita o Decreto 7.616/2011, onde estão “expressas as atribuições do representante do MS designado para coordenar as medidas a serem executadas durante a Emergência em Saúde Pública [Espin]: planejar, organizar, coordenar e controlar”.

Esse dever é irrenunciável e a omissão configura abuso de poder, levando à consequente responsabilização da Administração e/ou do seu agente
TCU, em relatório

“Havia a expectativa de que o Plano Nacional de Contingência tivesse sido aprimorado (…) por critérios que pudessem fortalecer a atuação do órgão central na liderança e na coordenação nacional da crise”, escrevem. “Porém, ao reverso, a modificação do plano representou a exclusão de competências do Ministério da Saúde relacionadas à coordenação da Espin (…) o que, na visão desta equipe, não deve ser tolerado por esta Corte de Contas.”

TCU acusa governo de ‘abuso de poder’ e omissão com kit intubação

Em resposta, o governo afirmou “que o SUS é tripartite e que, por esse motivo, o MS não poderia determinar as ações de comunicação das secretarias estaduais de saúde”.

“Entretanto”, responde o tribunal, “não se trata de determinar ações para as secretarias estaduais de saúde, mas de o MS, como coordenador nacional do SUS, assumir a liderança no processo (…) buscando a adesão das secretarias no discurso baseado em práticas reconhecidas e apoiando estados com menor capacidade de desenvolver campanhas publicitarias”.

Todavia, verificou-se que o Ministério da Saúde não tem liderado esse processo. Ao reverso, excluiu do Plano de Contingência Nacional a ação que lhe atribuía essa responsabilidade
TCU, em relatório

Ao afirmar que “as ações verificadas não apresentaram o grau de transparência e rapidez esperada”, o tribunal decidiu em 7 de abril que o Ministério deveria:

Retomar a realização das coletivas de imprensa diárias;
Articular com as secretarias estaduais, municipais e distrital de saúde para a realização de campanhas conjuntas.
O Ministério da Saúde reconheceu a necessidade de aprimorar a comunicação na pandemia, mas respondeu ao TCU que a definição de uma periodicidade para as coletivas diárias “poderia não ser conveniente em razão da possível falta de temas” e que “há um custo para a pasta para realizar as coletivas”, como estrutura física.

Diante dos argumentos, a fiscalização sugeriu “coletivas de imprensa com a frequência mínima de três vezes por semana”.

Tags: CoronavírusCovid-19CPI da CovidTCU
EnviarTweet19Compartilhar30Enviar
Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

Matérias Relacionadas

Pesquisa Portal Ricardo Antunes/Múltipla mostra Marília e Humberto no topo das projeções

Marília lidera para o Senado, com 18%; Humberto vem em seguida, mas metade da população ainda não tem candidato

Da Redação - O Instituto Múltipla, em parceria com o Portal do Ricardo Antunes, divulgou novos números da corrida ao Senado nesta quinta-feira (27). Apesar da liderança continuar...

Os resultados mostram diferenças na preferência do eleitorado pernambucano conforme a idade

Raquel se destaca entre jovens e adultos, Campos entre eleitores acima de 60 anos

Por Ricardo Antunes - A nova pesquisa Múltipla, realizada em parceria com o Portal do Ricardo Antunes e divulgada hoje, trouxe importantes dados sobre a estratificação do voto...

Os números revelam cenários distintos entre as regiões de Pernambuco

Raquel lidera no interior e praticamente empata na Metropolitana; João Campos vê o Recife como trunfo

Por Ricardo Antunes - A primeira pesquisa do Instituto Múltipla em parceria com o Portal do Ricardo Antunes traz recortes regionais para medir a preferência pelos candidatos ao...

Esta é a primeira pesquisa da parceria da Múltipla com o Portal Ricardo Antunes que traz Raquel à frente de João Campos

Pesquisa Portal Ricardo Antunes/Múltipla: Raquel Lyra 43% x João Campos 37%

Da Redação - Na primeira pesquisa realizada pelo Instituto Múltipla em parceria com o Portal do Ricardo Antunes, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece liderando a corrida pelo...

Campanha da governadora rebate denúncias feitas pelo PSB e diz que já tomou medidas para responsabilizar os envolvidos

Assessoria de Raquel Lyra nega acusações e afirma que campanha de João Campos será enfrentada na Justiça

Por Paula Cordeiro - Após a equipe do ex-prefeito e candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) acusar a governadora Raquel Lyra (PSD) de comandar uma "milícia...

Carregar Mais
Próximo Artigo

"Covid no Brasil é uma bomba-relógio prestes a explodir", diz cientista

Por favor, faça login para comentar

Ipojuca

Camaragibe

São Lourenço da Mata

RELACIONADOS

Bolsonaro quer Datena senador ao lado de Tarcísio em São Paulo

Justiça Eleitoral amplia testes de segurança em urnas eletrônicas

Agora, Odebrecht pede desculpas por seus crimes. Acordo de delação é de R$ 6,8 bilhões

Blog do Ricardo Antunes

Ricardo Antunes - Debates, polêmicas, notícias exclusivas, entrevistas, análises e vídeos exclusivos.

CATEGORIAS

  • Brasil
  • Ciências
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Eventos
  • Internacional
  • Justiça
  • Opinião
  • Pernambuco
  • Política
  • Sport
  • Tecnologia

ASSUNTOS

Alexandre de Moraes Bolsonarismo Brasília Carnaval Coronavírus corrupção Covid-19 Donald Trump Eleições Eleições 2020 Eleições 2022 Eleições 2026 Esporte EUA Fernando de Noronha Flávio Bolsonaro Futebol Internacional Investigação Jair Bolsonaro João Campos Justiça Lava Jato Marília Arraes Olinda operação Paulo Câmara Pernambuco PL polícia cívil Polícia Federal PSB PSDB PT Raquel Lyra Ricardo Antunes Rio de Janeiro Saúde Senado Sergio Moro STF São Paulo União Brasil Vacina Violência

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade.