Do G1 – Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal, deflagrada na manhã desta terça-feira (23), prendeu sete pessoas suspeitas de descontos irregulares em 3,5 mil contas de aposentados no Banco de Brasília (BRB). O prejuízo é estimado em R$ 5 milhões.
Os mandados foram cumpridos em Brasília e Minas Gerais. De acordo com as investigações, três servidores do BRB, presos nesta terça, faziam os descontos de correntistas sem autorização (veja detalhes abaixo).
De acordo com a Polícia Civil, o esquema é semelhante ao usado em crimes contra aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024, investigados pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto.
Em Minas Gerais, as buscas acontecem em Belo Horizonte e Igaratinga. No DF, as medidas ocorrem no Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico. Os endereços incluem as sedes de associações suspeitas de participação no esquema.
Esquema
A polícia afirma que eles ligavam para os aposentados e apresentavam transcrições falsas das ligações para que os descontos fossem autorizados. Associações eram criadas para que os valores fossem direcionados de forma irregular. Elas são:
- CASSISP;
- SBSP;
- ASPJUB;
- CASSISPUB;
- MÃO AMIGA;
- COBJUD.
Os investigadores estimam que as fraudes ocorrem desde 2024. O g1 aguarda posicionamento do BRB.
A operação é realizada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf).
Na sexta-feira (19), o BRB foi alvo de outra operação, que cumpriu 50 mandados de busca e apreensão. O Ministério Público investigou descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do DF. Ney Ferraz, ex-secretário de Economia, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB que está preso, e Eduardo Chedid, diretor do PicPay, estavam entre os alvos. Não houve prisões.













