Por Vinícius Sales – O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) criticou, nesta segunda-feira (17), o modelo adotado para a concessão dos serviços da Compesa. Durante sabatina no Sistema Jornal do Commercio, o socialista afirmou que os recursos envolvidos na operação deveriam ser direcionados prioritariamente à infraestrutura hídrica para ampliar o abastecimento da população.
“A grande prioridade dessa concessão era para ter sido garantir água na torneira da casa das pessoas e não fazer caixa para o Estado”, afirmou.
Segundo Campos, mais de 3 milhões de pernambucanos ainda não têm acesso adequado à água. O candidato questionou, diante desse cenário, a destinação ao caixa estadual dos recursos obtidos por meio da outorga da concessão.
“Como é que se paga uma outorga de R$ 4 bilhões se você tem mais de 3 milhões de pernambucanos sem água? Então, esse dinheiro tem que ser revertido para a infraestrutura hídrica”, declarou.
Campos afirmou ainda que Pernambuco precisa de mais de R$ 8 bilhões em obras voltadas à produção e ao tratamento de água. Segundo ele, porém, a concessão prevê R$ 700 milhões para investimentos nessas áreas.
“Em vez de botar o dinheiro para garantir água na casa das pessoas, você bota esse dinheiro para o caixa do Estado para utilizar com outras coisas. Então, isso é uma forma errada de priorização”, criticou.
Para o candidato, os recursos da outorga deveriam ser revertidos para ampliar a capacidade de produção e tratamento de água no estado. Campos argumentou que o principal problema a ser enfrentado é a falta de abastecimento nas residências.
“O grande desafio, acho que tem que se colocar no lugar das pessoas: qual é o grande problema na área de água? É a água não chegar, é a água não chegar na casa das pessoas”, disse.











