Por Ricardo Antunes – A segunda-feira (28) começou com grande expectativa pela divulgação da nova pesquisa Ipespe pelo jornal Folha de Pernambuco. O periódico, no entanto, suspendeu a publicação do levantamento, sem explicações.
A reportagem apurou que o dono do jornal, Eduardo Monteiro, não ficou satisfeito com a metodologia do Ipespe, comandado pelo sociólogo Antônio Lavareda, que virou empregado de João Campos (PSB) nestas eleições. Há uma versão de que Lavareda tenha mexido nos números, sob a alegação de atuar dentro da margem de erro, para colocar o socialista dois pontos à frente da governadora Raquel Lyra (PSD).
A postura incomodou Eduardo Monteiro, que suspendeu a publicação na edição de hoje da Folha. O empresário, conhecido por sua correção, fez o certo. Ele não ficou convencido dos números de Lavareda, especialmente porque institutos nacionais como Quaest e Datafolha apontam a liderança de Raquel, com vantagens de dois a quatro pontos percentuais, respectivamente.
Esta seria a terceira pesquisa do instituto e do jornal, que anunciaram parceria para cinco levantamentos. Apenas dois foram publicados, em junho e julho, e Raquel liderou ambos por dois pontos de diferença — na época, ela já registrava vantagens de seis a sete pontos nos institutos de maior credibilidade. O contrato então foi suspenso.
Desde então, Lavareda dedicou-se ao tracking diário da campanha de João Campos. Na semana passada, o Ipespe voltou a registrar um levantamento em parceria com a Folha, que pagaria R$ 60 mil pela nova amostragem.









