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Lula fugiu de prestar contas sobre o passado e se vai mudar no futuro

Por Ricardo Antunes
26/08/2022 - 10:09
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Por Robson Bonin, da Veja* —  Lula não é o presidente instalado no Planalto em busca de reeleição. Na pele de desafiante, viveu o doce sabor de ser pedra — não vidraça — na entrevista do JN nesta noite. O conforto da conversa com Bonner e Renata Vasconcelos ficou evidente quando o tempo acabou. “Nunca vi 40 minutos passarem tão rápido”, disse Lula.

O tempo teria passado mais devagar se o petista tivesse sido questionado sobre as obras das empreiteiras com bilionários contratos nos governos petistas no Sítio de Atibaia ou sobre o elevador que a OAS instalou no tríplex para que ele usasse o imóvel. São detalhes que nem os processos arquivados conseguem apagar.

As delações de amigos do peito como Antonio Palocci, que revelaram uma vida de mordomias bancadas por empreiteiras, também tornariam mais incômodo o passeio. Lula foi questionado logo de saída por Bonner sobre a corrupção nos governos do PT.

A pergunta não promoveu um ajuste de contas com o passado — sempre negado pelo PT –, mas abriu uma confortável visão ao futuro: o que o senhor vai fazer para evitar que se repita?

Lula começou a entrevista nervoso, com a perna balançando, o rosto fechado, mas aproveitou o treinamento que Jair Bolsonaro, por arrogância, dispensou na véspera do JN. Sem cerimônia, Lula leu respostas e citou dados do roteiro que levou com ele. Estava melhor preparado para usar bem o tempo que teria. Falou olhando para câmera, ironizou o “amigo” de Bolsonaro na PGR e os 100 anos de sigilo impostos em escala industrial pelo governo sempre que algum podre surge.

Marcou distância entre o seu tratamento em relação a Polícia Federal e o dispensado atualmente por Bolsonaro. Foi bem quando definiu o que é o orçamento secreto e a relação de Bolsonaro com o Parlamento. “Bolsonaro é um bobo da corte”, disse. E usou bem o vice, Geraldo Alckmin, para falar fora da bolha de esquerda. Lula elogiou Dilma sem ter sido incomodado com uma pergunta sobre a quase ruptura com ela no auge da Lava-Jato ou sobre como ele queria voltar em 2014 e Dilma vetou — não bateu em Michel Temer nem citou golpe.

Lula falou do prejuízo da Petrobras com a Lava-Jato sem ter sido questionado sobre os bilhões roubados pelo PT nas diretorias da estatal, com propinas que giravam entre 1% e 3% e eram destinadas também ao PP e ao velho PMDB. Lula não foi provocado a explicar por que ainda está no partido de João Vaccari Neto e José Dirceu.

A roubalheira operada por eles nem o melhor dos advogados conseguiu derrubar. Dirceu terá espaço no novo governo? Ou será o lobista que lucrou milhões no governo de Dilma?

Ciro Gomes disse em diferentes momentos na pré-campanha: foi a roubalheira do PT que produziu Bolsonaro em 2018. Lula não foi questionado sobre o antipetismo que cresceu, sobretudo, pelos meses de campanha do tal “Lula livre”. Lula disse livremente que o MST não invadiu propriedades produtivas e não foi confrontado por quebradeiras em fazendas, fábricas e até no Congresso, em Brasília.

Lula chamava o MST de “Exército” quando quem fazia discurso autoritário era a esquerda. O petista não foi questionado sobre os bilhões enviados a ditaduras como Cuba, Venezuela e tantos outros países. Lula falou o que quis, não respondeu objetivamente as perguntas e foi pouco interrompido. A entrevista fluiu de forma mais amistosa, virou conversa e discurso em alguns momentos e deu ao petista uma generosa vitrine eleitoral.

Lula falou sobre propostas, não se comprometeu com nada do que foi provocado a se comprometer e ainda escapou de responder a perguntas por falas como as que atacaram policiais, que abordaram a questão do aborto e trataram de forma lamentável a violência contra a mulher. É sempre mais fácil assistir e analisar do que fazer, claro, mas foi um passeio no parque.

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Robson Bonin é editor da coluna Radar Online de VEJA

Tags: Jair Bolsonaro
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Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

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