Por Ricardo Antunes – Nos bastidores, fontes ouvidas pelo portal cravam que a definição da Federação União Progressista será pela candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) ao Senado. Isso porque, a interlocutores, o presidente nacional da federação, Antônio Rueda (União Brasil), já confidenciou que não tem como intervir na decisão da executiva estadual.
Um fato que aponta nessa direção é a mudança de discurso do ex-prefeito de Petrolina e atual chefe do clã dos Coelhos. Antes, Miguel dizia que a decisão seria da Federação. Hoje, alega que decisão cabe à governadora Raquel Lyra (PSD). A mudança mostra que ele já sabe que não será mesmo escolhido pela Federação.
Todavia, ele busca o espaço de forma indireta. Afinal, não quer sair como aquele que “roubou” o lugar de Priscila Krause (PSD), dado o respeito que ela possui na opinião pública, tendo sido uma espécie de fiadora de Raquel na Região Metropolitana do Recife na primeira eleição. O movimento de retirá-la da chapa já foi negado por diversas vezes pelos palacianos, embora seja visto como essencial para a amplitude política da candidatura de Raquel.
Ontem, Miguel esperou mais de uma hora a chegada da governadora na Fenearte (Feira Nacional de Artesanato), no Centro de Convenções, no Recife, para bater foto como se fora convidado por ela para a agenda. E espalhar para a imprensa como forma de mostrar que seria o “preferido” de Raquel.
A ansiedade é tanta por conta do prazo das 48 horas solicitado pelo copresidente nacional da Federação, senador Ciro Nogueira (PP-PI), para resolver as articulações com Rueda. Desde então, Miguel chegou a citar para a imprensa resoluções da Justiça Eleitoral que admitiriam a hipótese de ele e Eduardo da Fonte saírem candidatos avulsos ao Senado pela Federação, mas coligados com a chapa da governadora – fato que sequer encontra respaldo entre juristas e especialistas em direito eleitoral.









