Por Ricardo Antunes – O ano mal começou e a campanha eleitoral começa a pegar fogo com chumbo grosso de tudo que é lado. Uma matéria da TV Record, no Domingo Espetacular aponta o que seria uma suposta utilização da Polícia Civil de Pernambuco para investigar opositores políticos, entre os quais um secretário do prefeito João Campos (PSB).
Campos é pré-candidato ao Governo de Pernambuco e principal adversário político da governadora Raquel Lyra que vai tentar a reeleição.
O alvo foi Gustavo Monteiro que é um dos melhores amigos do prefeito e foi alçado à poderosa Secretaria de Articulação Política e Social desde janeiro de 2024. Ele e sua família – o pai Henrique Monteiro e os três irmãos – atuam nos governos do PSB desde o governo Eduardo Campos.
Monteiro também é sócio do Sítio Pedra da Onça Ltda., empresa criada em 25 de janeiro de 2024 ao lado de outros quatro braços direitos do prefeito. A empresa tem como principal atividade a compra e venda de imóveis, além de criação de bovinos para corte, criação de equinos e produção de sêmen e loteamentos imobiliários.
Em nota, a Polícia de Pernambuco confirmou a operação e justificou que a mesma foi feita por conta de uma grave denúncia de recebimento de propina por parte do assessor do prefeito.
Ao final da apuração, a própria Polícia Civil concluiu que não houve constatação de irregularidades nem indícios de corrupção relacionados ao caso.
O fato já esta sendo explorado pela oposição que aponta o que seria “perseguição política”. A policia divulgou uma nota oficial dizendo que agiu dentro da legalidade. Confira:
“A Polícia Civil de Pernambuco informa que recebeu grave denúncia anônima, apontando a utilização de um veículo, por servidor público do município do Recife, para possível recebimento de propina.
Segundo jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal (STF), as denúncias anônimas não autorizam instauração imediata de inquérito policial, sendo utilizadas apenas como fonte de informação, razão pela qual foram iniciadas as diligências preliminares, como de praxe, focadas na movimentação do veículo em questão, para verificação da procedência ou não da denúncia.
Durante esse período, toda a investigação preliminar foi realizada seguindo todos os trâmites, sem qualquer tipo de violação de privacidade ou de exposição.
Ao fim do período investigado, não houve instauração de inquérito policial, uma vez que não foi constatada a prática de nenhum ato ilícito”
Assessoria de Imprensa da Polícia Civil de Pernambuco.










