Por Ricardo Antunes – Figura conhecida nos bastidores políticos de Caruaru, o agora assessor especial do Governo de Pernambuco, André Teixeira, foi alçado nos últimos meses aos holofotes e à articulação política.
Todavia, ele, que acumula a “função” de namorado da governadora Raquel Lyra (PSD), tem provocado imensas confusões na missão institucional. E nenhum dos assessores tem coragem de alertar à chefe maior sobre as lambanças.
A saída da Federação PRD/Solidariedade teve as digitais da falta de tratamento dele. Em reunião com o presidente estadual do Solidariedade, Edinazio Silva, ele sapecou: “Estamos na frente, se não quiser pode sair”. Na mesma hora o dirigente levantou da mesa e deixou o Palácio para se aliar pouco depois ao ex-prefeito Joao Campos.
Tal constrangimento também foi criado por Teixeira em reunião com o deputado Eduardo da Fonte (PP) alguns meses atrás. O namorado- assessor cobrou do parlamentar, na frente da governadora, as razões dele ter ido conversar com o adversário João Campos (PSB), fato que todo mundo soube.
Afrontado, Eduardo não se intimidou: “Sou deputado federal e presidente de um partido, converso com quem eu quiser ou vc pensa que eu sou seu empregado”. O constrangimento foi geral e até a própria Raquel se mostrou surpreendida.
Foi estopim para a criação do imbróglio do nome da Federação União Progressista para o Senado, que até hoje não foi solucionado.
As situações demonstram a soberba e o deslumbramento do namorado da governadora. Teixeira passou anos nos bastidores da gestão de Raquel na Prefeitura de Caruaru, onde cuidou da Central de Abastecimento (Ceaca) e foi secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Economia Criativa.
No governo estadual, atuou como diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) e secretário de Mobilidade e Infraestrutura. E ensaiou uma pré-candidatura a deputado federal que deixou muitos aliados descontentes. “Esse rapaz é muito apressado”, disse na ocasião um parlamentar.
O namoro com a prima governador, nos últimos meses, o alçou ao xadrez político – mesmo sem demonstrar vocação alguma. Suas intervenções desastrosas já desmancharam acordos costurados pelo secretário da Casa Civil, Túlio Gadelha, figura respeitada nos bastidores palacianos.
Há quem diga que Teixeira consegue ser pior no trato político do que figuras pesadas das gestões do PSB, como o ex-todo poderoso Antônio Carlos Figueira.
Resta saber se alguém dirá à governadora o que precisa ser dito. E se, depois disso, ela escutará o conselho ou o coração. É isso.











