Da Redação – O anúncio da desistência do deputado federal Eriberto Medeiros (PSB) de tentar a reeleição pegou a classe política pernambucana de surpresa. Apesar da alegação de motivos de saúde, a decisão expõe a dificuldade da chapa federal da sigla, que agora corre risco de ser reduzida a três parlamentares eleitos. Em 2022 foram cinco.
A situação traz ainda mais dificuldade ao PSB para atingir a cláusula de desempenho partidário (a popular cláusula de barreira). Este ano, para acessar recursos do fundo partidário, as legendas precisarão atingir 2,5% dos votos válidos na disputa para a Câmara Federal em pelo menos nove unidades federativas, ou eleger pelo menos 13 parlamentares federais na mesma quantidade de estados.
Em 2022, o ponto de corte era de 11 parlamentares. O PSB elegeu 14, dos quais cinco em Pernambuco. Um deles, Guilherme Uchoa Júnior, migrou para o PSD para tentar renovar o mandato este ano.
Sem Eriberto, a chapa deverá sofrer bastante. Um atento analista das contabilidades de votos avalia que, diante da pulverização de chapas, o PSB deverá eleger no máximo quatro federais em Pernambuco, número que pode até cair para três. A situação de João Campos (PSB), atrás nas pesquisas para a disputa para o Governo do Estado, também não colabora com a chapa proporcional. E muitos acordos e promessas feitas pelo socialista aos aliados, em especial de outros partidos, acabaram não sendo totalmente cumpridos, o que só se traduz em muitas complicações a serem administradas até outubro.
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