Da Redação — A crise envolvendo o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, ganhou novos capítulos e já provoca forte desgaste dentro do próprio partido. Pressionado por aliados a explicar sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, Flávio admitiu ter visitado o empresário após sua prisão no fim de 2025, quando ele já usava tornozeleira eletrônica.
A revelação caiu como uma bomba entre parlamentares do PL. Segundo bastidores, cresce a avaliação de que um novo vazamento ou contradição pode inviabilizar a candidatura do filho de Jair Bolsonaro em 2026.
Flávio sustenta que toda a relação com Vorcaro se limitou ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador afirma que foi à casa do banqueiro apenas para “colocar um ponto final” na parceria após descobrir a gravidade da situação judicial.
O problema é que a versão não convenceu parte dos aliados. Integrantes da cúpula do PL já falam em um prazo de até 15 dias para reavaliar a viabilidade eleitoral da candidatura.
A crise aumentou após o vazamento de áudios revelados pelo Intercept Brasil, nos quais Flávio cobra repasses milionários para o filme. A produção teria recebido cerca de R$ 61 milhões ligados a Vorcaro.
Nos bastidores do PL, nomes como Michelle Bolsonaro, Rogério Marinho e Tereza Cristina já começam a ser cogitados como alternativas caso a situação piore.











