Do Relatório Reservado – Em negociações avançadas para comprar a SAF do Vasco, Marcos Lamacchia tornou-se dono do cheque mais assediado do futebol brasileiro. Além de Botafogo e Fluminense, que o procuraram nos últimos meses, Santos e Santa Cruz também fizeram sondagens junto a Lamacchia. Paulistas e pernambucanos estão na fase de garimpar investidores para as suas respectivas Sociedades Anônimas do Futebol. O clube paulista ainda joga o primeiro tempo do projeto: sequer concluiu a aprovação de seu novo estatuto, condição sine qua non para a criação da SAF.
O Santa Cruz, por sua vez, estava em negociações avançadas para a venda de 90% da SAF ao consórcio Cobra Coral Participações. No entanto, as tratativas foram encerradas. Não é difícil supor por que: um dos investidores era Marcio Cadar, ligado à Reag Investimentos. Tanto no caso do Santos quanto no do Santa Cruz, os milhões de Lamacchia viriam a calhar. Milhões estes potencializados por uma invejável genealogia. Marcos Lamacchia é filho de José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, e de Junia Faria, uma das herdeiras de Aloysio Faria, fundador do Banco Real. Seu avô, um dos mais míticos banqueiros do país, figurou, por boa parte da vida, entre as 20 maiores fortunas do Brasil.
Em tempo: curiosamente, para além da sua linhagem, não há muita clareza sobre os negócios próprios de Marcos Lamacchia. Não se tem notícia, por exemplo, de investimentos anteriores que tenham sido conduzidos por ele. E isso não é força de expressão. Pesquisa realizada pelo RR junto aos 40 maiores veículos jornalísticos do país não apontou uma única menção a ele ou a sua gestora, a Blue Star, ao longo da última década.
Nos bastidores do futebol, a falta de disclosure sobre investimentos pregressos de Lamacchia tem alimentado ilações de que ele estaria comprando a SAF do Vasco não exatamente como uma iniciativa própria, mas como front de seu pai e de sua madrasta, Leila Pereira, presidente do Palmeiras. A ver.











