Blog do Ricardo Antunes
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Blog do Ricardo Antunes
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Home Opinião

Opinião: Prisões coincidem com revés da Lava Jato e disputa intensa entre instituições

Por Ricardo Antunes
21/09/2019 - 17:09
WhatsAppTweetarCompartilharEnviar por Email

Do Estadão

A prisão de Michel Temer, dois de seus ex-ministros e o amigo João Batista Lima Filho, o notório Coronel Lima, ocorre num dos momentos mais críticos para a Operação Lava Jato em seus cinco anos de existência. À parte a consistência ou não das revelações do dono da Engevix, José Antunes Sobrinho, o fato é que elas são conhecidas pelo menos desde outubro do ano passado, quando sua delação premiada foi homologada.

Já estava no horizonte da política e dos meios judiciais que Temer poderia ser preso. O próprio emedebista tinha essa preocupação no radar: despachava diariamente com assessores e advogados no escritório que mantém há muitos anos no Itaim, em São Paulo. Evitava entrevistas, dedicava horas a esmiuçar os vários inquéritos e a tentar rebatê-los juridicamente. Mas o caso Engevix não estava entre suas principais preocupações. Antes dele figuravam o chamado inquérito dos portos, a delação dos executivos da J&F –que ensejou a primeira denúncia contra ele, ainda em 2017– e a acusação de recebimento de recursos da Odebrecht, negociados em jantar no Palácio do Jaburu em 2014.

A prisão preventiva coincide com um momento de intensa disputa de poder entre várias instituições e entre agentes públicos e políticos. Estão no tabuleiro as iniciativas do Supremo Tribunal Federal para ao mesmo tempo conter o “lavajatismo” e reagir a críticas, ataques e investigações contra a corte e seus integrantes; a necessidade de a própria Lava Jato reagir a sucessivos reveses que atingem a força-tarefa; as agruras do ex-juiz e ex-símbolo da Lava Jato Sérgio Moro se adaptar à sua nova condição de ministro e, portanto, ator da política; a dificuldade do governo de articular uma base de apoio no Congresso e votar a reforma da Previdência, e a maneira como o Congresso e, por conseguinte, a classe política tentam se recuperar do processo no qual foram dizimados pela Lava Jato e perderam força de negociação com o governo.

Todos esses episódios, de forma combinada ou específica, contribuem ou sofrem as consequências da escalada quase diária dessa disputa institucional por poder e prerrogativas, da qual a prisão do segundo ex-presidente em um ano é um dos capítulos mais dramáticos.

Ao ordenar as prisões, o juiz Marcelo Bretas, que tem sido muito vocal nas manifestações políticas nas redes sociais e se notabilizou graças à Lava Jato e na esteira da popularidade alcançada por Moro, testa a extensão de decisão do STF da semana passada, de que crimes relacionados a outros eleitorais devem ser julgados pela Justiça Eleitoral. Na delação, o dono da Engevix diz ter repassado R$ 1 milhão para a empresa do coronel Lima como fachada para esconder uma contribuição ao PMDB –que reverteria em benefícios em contratos já existentes para Angra 3 e concessões aeroportuárias.

Se fosse levada ao pé da letra, a ponto de representar o “fim da Lava Jato”, como preconizaram procuradores que atuam na operação, a delação e as investigações dela decorrentes poderiam ir para a Justiça Eleitoral. Bretas decidiu ignorando essa interpretação. A defesa dos presos já se movimenta para contestar as prisões tendo a decisão do STF como parâmetro. E caberá à corte, mais uma vez, dirimir a controvérsia.

Uma análise imediata das prisões de Temer permitiria tirar a conclusão de que elas são uma boa notícia para Bolsonaro, por atingirem um grupo político que foi apeado do poder com sua eleição e por vir num momento em que sua popularidade cai. Será? O tumulto político atingindo o sogro do presidente da Câmara –Moreira Franco, preso nesta quinta, é casado com a sogra de Rodrigo Maia– e um partido que detém 30 votos coloca em xeque a já conturbada negociação da reforma da Previdência. Mais: se já era latente o conflito entre os políticos e Moro antes dessa nova investida da Lava Jato, agora as condições para que o ministro da Justiça tenha êxito em sua negociação para a aprovação do pacote anticrime se deterioram ainda mais.

A prisão de Temer e dos demais aliados deve acentuar um movimento que já vinha ocorrendo: uma união tácita entre STF e Congresso para tentar conter o que ministros chamam de “perenização” da Lava Jato. É entendimento comum a políticos e ministros da corte que a Lava Jato deixou de ser uma operação –algo circunscrito a um objeto definido — e uma força-tarefa (por definição algo provisório) há muito tempo. Em cinco anos, a Lava Jato foi de uma ação contra doleiros de Brasília ao petrolão e, de lá, ao infinito e além. A ponto de hoje ter tentáculos em setores como elétrico e de transportes (em vários modais), atingir múltiplos partidos e se espraiar para governos dos Estados.

O discurso de que deve haver um fim da Lava Jato, cinco anos depois, já não é apenas entoado nos bastidores: ele começa a ser expressado publicamente. Resta saber nessa equação como vai se portar Bolsonaro, eleito em parte como consequência da “lavajatização” da política e tendo em seu ministério o símbolo máximo da operação, mas ao mesmo tempo premido pela necessidade de destravar a economia, tarefa para a qual precisa contar com o Congresso.

Tags: Lava JatoPolícia Federal
EnviarTweet19Compartilhar30Enviar
Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

Matérias Relacionadas

Charge ilustra o cabo de guerra na política

O Brasil pode não merecer Flávio. Mas o petismo merece

Por Fabiano Lana, do Estadão - A missão agoniante da esquerda brasileira nestas duas semanas que faltam para as eleições presidenciais é tentar virar votos. Chega de chamar todo...

Sobre o carro de bombeiro, os irmãos Campos, João, Eduarda e Pedro (Da esq. p/ dir.)

A soberba, a queda e as pedras que clamaram

Por Bruno Brennand - Há derrotas que começam muito antes da abertura das urnas. Começam no instante em que alguém deixa de acreditar na invencibilidade do adversário. Durante muito...

O candidato a presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Lula não ganha mais eleitores no Nordeste

Por Vinicius Torres, da Folha de SP -  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não ganhou votos no Nordeste neste começo de segundo turno, a julgar pelos resultados...

Colunista e cientista político Fernando Schüler

Arquivamento de inquérito contra jornalistas revela lição sobre o período eleitoral brasileiro

Do Estadão - Criticar autoridades, instituições e o sistema eleitoral é parte da democracia. O arquivamento do inquérito contra os influenciadores Oswaldo Eustáquio, Allan dos Santos e Ed...

O presidente do STF, Edson Fachin; e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Impeachment de ministros pode provocar curto-circuito entre Senado e STF

Da Redação - O jornalista Josias de Souza afirmou que a tensão entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal cresce de forma gradual. Segundo ele, os 109...

Carregar Mais
Próximo Artigo

Opinião: Operação da PF seria um contra-ataque de Moro a Maia

Por favor, faça login para comentar

Camaragibe

Ipojuca

RELACIONADOS

Último dia do Carnaval Carvalheira com a “segunda ingrata”

Equipe de TV é agredida ao vivo durante reportagem

Vacinação de pessoas com 40 anos em SP é antecipado para quarta-feira

Blog do Ricardo Antunes

Ricardo Antunes - Debates, polêmicas, notícias exclusivas, entrevistas, análises e vídeos exclusivos.

CATEGORIAS

  • Brasil
  • Ciências
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Eventos
  • Internacional
  • Justiça
  • Opinião
  • Pernambuco
  • Política
  • Sport
  • Tecnologia

ASSUNTOS

Alexandre de Moraes Bolsonarismo Brasília Carnaval Coronavírus corrupção Covid-19 destaque Eleições Eleições 2020 Eleições 2022 Eleições 2026 Esporte EUA Fernando de Noronha Flávio Bolsonaro Futebol Internacional Investigação Jair Bolsonaro João Campos Justiça Lava Jato Marília Arraes Olinda operação Paulo Câmara Pernambuco PL polícia cívil Polícia Federal PSB PSDB PT Raquel Lyra Ricardo Antunes Rio de Janeiro Saúde Senado Sergio Moro STF São Paulo União Brasil Vacina Violência

Termos de Uso, Privacidade e Cookies
© 2016–2026 — Ricardo Antunes — Todos os direitos reservados.
Site administrado por FACTO COMUNICAÇÃO & MARKETING LTDA — CNPJ 40.797.095/0001-30 — Contato: ricardo@ricardoantunes.net

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião

Termos de Uso, Privacidade e Cookies
© 2016–2026 — Ricardo Antunes — Todos os direitos reservados.
Site administrado por FACTO COMUNICAÇÃO & MARKETING LTDA — CNPJ 40.797.095/0001-30 — Contato: ricardo@ricardoantunes.net

Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade.