Da Redação – O ex-governador e atual presidente do Banco do Nordeste (BNB), Paulo Câmara, reapareceu nos holofotes neste domingo. Ele e a esposa Ana Luiza Câmara foram votar de vermelho e fazer o “L de Lula”, para tentar se manter à frente da instituição bancária.
Câmara, cujo desgaste dos tempos de governador fez o PSB perder o prumo, se afastou da política para assumir o banco. Ele chegou a se ventilar para o ministério de Lula, composto de outros ex-governadores de sua geração, como os petistas Camilo Santana, Rui Costa e Wellington Dias. No final, sua liderança partidária era inexistente, pois o PSB já estava nas mãos de João Campos, que cometeu diversas trapalhadas no que envolve a Esplanada. Para evitar um desgaste, Paulo aceitou o BNB, onde busca permanecer, visto que haverão poucos espaços para a esquerda em caso de vitória de Flávio Bolsonaro (PL).
Esquecido pelo PSB, Paulo sequer foi defendido por seus então aliados em 2022 e 2026. Nos debates, Campos evitava até citar o nome do ex-governador, de quem foi chefe de gabinete por dois anos antes de se eleger deputado federal. Até o PSDB chegou a defender mais Fernando Henrique Cardoso do que os socialistas fizeram com Paulo Câmara. Resta saber se, com João na planície política e uma perspectiva adversa com relação às urnas, haverá alguma reaproximação entre o ex-governador, o ex-prefeito e Geraldo Julio, outro poço de mágoas em relação a Paulo.












