Por Luiz Roberto Marinho — Prestes a fazer um ano no cargo, daqui a dois meses, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, é pernambucano, sustenta o discurso de ter sido uma indicação do estado, mas há anos gravita na Paraíba e tem como padrinho político, devidamente disfarçado, um opositor do PT, o senador Efraim Filho (União Brasil).
A informação, de fontes do Congresso, acrescenta que Frederico de Siqueira Filho procura demonstrar alinhamento com o governo do qual é ministro e deu um grande passo à frente nesta direção ao posar com o presidente Lula no camarote do Galo da Madrugada, no sábado de Carnaval. “Ele quis dizer, com a foto ao lado de Lula, ‘sou daqui’, minha identidade é pernambucana”, revela um parlamentar.
Segundo este parlamentar, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deu apenas o apoio formal à indicação de Frederico Siqueira Filho, guindado ao Ministério das Comunicações vindo da presidência da Telebras, mas sua base de relações e articulações está plantada na Paraíba.

“Alcolumbre foi o carimbo que viabilizou a indicação, mas quem opera o cotidiano, quem mantém influência, quem organiza o fluxo de poder no Ministério das Comunicações — e quem colhe dividendos políticos — é o senador Efraim Filho”, relata.
Engenheiro civil formado pela UFPE, Frederico de Siqueira Filho fez a carreira profissional na empresa de telefonia Oi. Foi gerente de Vendas Empresariais para regiões de Pernambuco, Paraíba e Bahia, de onde foi guindado à diretoria de relações institucionais, que ocupou por 10 anos, de onde saiu para ser presidente da Telebras e daí ministro das Comunicações.
O ministro tenta a todo custo sustentar a narrativa de pernambucano, mas sua vida gravita há anos na Paraíba. E, nesse terreno, a figura central nao é um padrinho distante: É um padrinho operante, presente e silencioso – o senador Efraim Filho.












