Da Redação – A pesquisa do instituto Badra, divulgada ontem e comemorada pelo PSB e Blog do Magno, tem altos indícios de favorecimento ao partido. A empresa guarda em seu histórico uma forte ligação com os socialistas, inclusive empregatícia. Reportagens antigas já chegaram a apontar a relação, com analistas do Badra sendo nomeados em gestões do PSB.
O caso mais gritante é o de Maurício Juvenal, analista do Badra e que foi nomeado assessor do então ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB) em 2023. França hoje é candidato a vice-governador de São Paulo, cargo que já exerceu entre 2015 e 2018 – período em que também nomeou Juvenal como seu assessor.
O vínculo com o instituto já rendeu pesquisas derrubadas na Justiça. Em 2020, o então prefeito de São Paulo, Bruno Covas, conseguiu impedir a divulgação de um levantamento feito pelo instituto, alegando justamente o seu viés a favor do PSB.

Neste final de semana, a Justiça Eleitoral em Pernambuco também impugnou a pesquisa do Badra, onde João Campos (PSB) apareceu oito pontos a frente da governadora Raquel Lyra (PSD). O quadro é diametralmente oposto ao que vem sendo divulgado por institutos nacionais que, diferente do Badra, gozam de credibilidade, como Datafolha e Quaest.
A Quaest, inclusive, soltará novos números da corrida ao Palácio do Campo das Princesas nesta terça-feira (8). Já o Datafolha atualizará seu levantamento na sexta-feira (11).
Já o Badra tem concentrado sua atuação este ano em pesquisas para Pernambuco e Distrito Federal, onde o PSB lançou a candidatura nanica de Ricardo Cappelli, ex-interventor da Segurança Pública do DF. O instituto também já teve pesquisa impugnada na capital federal.










