Por Ricardo Antunes – Enquanto segue em busca do operador do PSB, João Guilherme de Godoy Ferraz, a Polícia Federal confirmou uma prisão no Recife no âmbito da Operação Check-Out esta semana. O nome do preso não foi revelado. Os agentes cumpriram ainda dois mandados de busca e apreensão no Recife e em uma casa de praia, no município de Ipojuca.
A ação foi realizada por conta da destruição provas e obstrução da investigação de organização criminosa, no âmbito da Operação Check-in, que foi deflagrada em junho deste ano.
Um dos alvos da mesma é o ‘operador do PSB” de Pernambuco e ex-secretário de Governo e Participação Social da Prefeitura do Recife, João Guilherme de Godoy Ferraz. Ele está foragido da Justiça desde 4 de setembro.
A assessoria da Polícia Federal confirmou ao nosso site que advogado está impedido de deixar o país.
João Guilherme de Godoy Ferraz foi um dos principais investigados da Operação Check-in. A suspeita era de que ele tenha recebido propina da Pernambuco Conservadora, empresa de terceirização contratada pela Prefeitura do Recife em 2020, quando Ferraz ainda era secretário municipal de Geraldo Julio.
A investigação foi realizada a partir de achados da Operação Firenze, ocorrida há um ano, em torno de um grupo de três empresas terceirizadas. Na operação, canhotos de cheques identificaram supostos pagamentos de propina ao ex-secretário da Prefeitura do Recife.
O cartel investigado seria liderado pela Solserv Terceirização e também incluiria a Pernambuco Conservadora, a RC Serviços & Conservação e a MA7 Securitizadora. Somente a Pernambuco Conservadora recebeu R$ 25,7 milhões da Prefeitura do Recife em 2020, sendo R$ 17 milhões pagos com recursos do SUS, daí a atuação da Polícia Federal.
Do montante, R$ 2 milhões foram pagos por meio de contrato entre a empresa e a secretaria chefiada por Godoy Ferraz. Na gestão de João Campos, a empresa já faturou mais de R$ 125 milhões.
Ele também foi investigado na Operação Apneia, da PF, que apurou irregularidades na compra de respiradores durante a pandemia.
João Guilherme foi um dos principais articuladores políticos da gestão do PSB no Recife e atuava como um dos principais auxiliares de Geraldo Julio. O ex-secretário também é investigado na Operação Barriga de Aluguel, do Ministério Público de Pernambuco, que apura um suposto esquema envolvendo empreiteiras. De acordo com informações daquele inquérito, João Guilherme teria atuado para contratar empreiteiras de um de seus melhores amigos, o empresário Gustavo Muniz, para realizar manutenção predial em praticamente todos os equipamentos públicos da Prefeitura, de escolas a postos de saúde, incluindo o prédio-sede da administração.
Mais de R$ 200 milhões teriam sido movimentados em três anos. O inquérito está trancado por decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do advogado do diretório nacional do PSB. O caso nem chegou a ser sorteado, mas foi impetrado diretamente no gabinete do ministro.









