Da Redação — A Polícia Federal investiga a entrada no Brasil de cinco malas que não passaram por inspeção em um voo que transportava autoridades políticas e um empresário do setor de apostas. O caso tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), informa a Folha de S. Paulo.
Entre os passageiros estavam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI), além dos deputados Dr. Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL).
O episódio ocorreu em abril de 2024, no retorno de uma viagem à ilha de São Martinho, considerada paraíso fiscal pela Receita Federal. O grupo viajava em um avião particular pertencente ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, dono de empresas de apostas online que operam jogos como o “Fortune Tiger”, popularmente chamado de “jogo do tigrinho”.
De acordo com as investigações, as bagagens foram liberadas sem passar pelo raio-X no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP), após autorização de um auditor fiscal. O inquérito apura possíveis crimes como facilitação de contrabando ou descaminho e prevaricação.
Por envolver autoridades com foro privilegiado, o caso foi remetido ao STF e está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que determinou prazo de cinco dias para manifestação da Procuradoria-Geral da República.
Em nota, Hugo Motta afirmou que cumpriu todos os protocolos legais ao desembarcar no Brasil. Já os demais citados não haviam se manifestado até a publicação da reportagem.










