Por Carlos Carone, do Metrópoles – Após dois anos de investigação, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) descobriu quem são os autores do incêndio criminoso que destruiu parcialmente as casas de veraneio de Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, e da irmã dele, Emília Rueda, tesoureira da sigla. O que parecia ser um ataque político, envolto em mistério, revelou-se, na verdade, uma trama articulada por um grupo com laços familiares e profissionais estreitos.
Duas diaristas e dois seguranças foram indiciados. A suspeita da polícia é que haja um mandante, mas nenhum dos suspeitos detalhou como ocorreu o crime e quem o teria encomendado.
Todos os indiciados possuem algum tipo de relação familiar. O incêndio, ocorrido na Praia de Toquinho, em 11 de março de 2024, não deixou rastros de arrombamento em uma das residências, a primeira pista de que o “inimigo” estava mais próximo do que se imaginava.
Rueda estava em Miami, nos Estados Unidos, quando recebeu a notícia de que os dois imóveis da família, que ficam lado a lado, haviam sido incendiados simultaneamente no condomínio da praia de Toquinho, próximo a Porto de Galinhas.
Foram indiciados as diaristas Maria das Dores dos Santos Maciel, que trabalhava em uma casa a 50 metros das residências destruídas pelo fogo, e Maria Valéria dos Santos, que cuidava da casa de Emília Rueda e tinha acesso a todas as chaves do imóvel. Dois seguranças também foram indiciados, José Pereira Gomes, marido de Maria das Dores, e Aluísio Ângelo da Silva, colega de José.












