Por Ricardo Antunes — A governadora Raquel Lyra (PSD) esteve em Petrolina no tradicional regabofe da Família Coelho, que abre os festejos juninos do Sertão. Embora tenha feito o gesto para afagar o ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil), ela sabe que o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), presidente estadual da legenda e da Federação União Progressista, será o nome apresentado pelos partidos a ela em breve.
Raquel tem acompanhado as movimentações que partiram do PP, após algumas agendas realizadas ao lado de Miguel despertarem ciúmes entre aliados de Eduardo da Fonte. O progressista, que comanda uma bancada de três deputados federais e dez estaduais, tem capital político de sobra para pleitear a vaga na majoritária. A disputa interna com Miguel, que deve ter um desfecho no próximo dia 29, na reunião da cúpula da federação, deve ser encerrada, visto que o ex-prefeito tem minoria no colegiado partidário.
Da Fonte, inclusive, já indicou uma série de aliados para cargos no governo de Raquel. Espaços privilegiados como Ceasa e Detran são ocupados por nomes com DNA dele. Mesmo assim, ele não tem cumprido muitas agendas ao lado da governadora. Indagado sobre as motivações, ele lembra que tem agenda própria, como fez ontem, em Aliança, reunindo uma série de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças políticas regionais, e saiu ovacionado com gritos de “senador”.
Apesar de serem duas vagas ao Senado, Eduardo e Miguel sabem que só um deles deverá ser ungido ao espaço. A segunda posição deve ficar com Túlio Gadelha, que em tese puxaria votos de centro-esquerda dos candidatos da chapa adversária, Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT). Os membros da União Progressista têm perfis mais para o eleitorado de centro-direita, o que faz com que não agregassem à disputa.
Uma solução ventilada seria colocar um nome ligado a Miguel na vice de Raquel, mas palacianos vêm desmentindo essa tese, ao garantirem a recondução de Priscila Krause (PSD) ao posto.
Em resumo. A única dúvida na chapa de Raquel Lyra é sobre o que o ex-prefeito Miguel Coelho vai fazer de sua vida. A aposta é que ele tente novamente comandar a prefeitura de Petrolina, em 2028












