Por Ricardo Antunes – A governadora Raquel Lyra (PSD) vai anunciar o fechamento do apoio do PP à sua reeleição na próxima sexta-feira (8), em um grande ato que contará com a presença do líder do partido e presidente da federação União Progressista, Eduardo da Fonte, além de vários deputados, prefeitos e lideranças da legenda.
Ainda hoje, ao lado de Dudu da Fonte, do deputado Lula da Fonte e de outros parlamentares, ela já deve gravar inserções partidárias.
O líder do PP é candidatíssimo ao Senado e deve disputar a vaga com o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, já que, em tese, a outra cadeira seria destinada ao deputado federal Túlio Gadêlha (PSB), para dar um verniz de “esquerda” à chapa.
O evento seria realizado ontem, na sede do partido, no Pina, mas precisou ser adiado por conta da tragédia das chuvas, que deixou seis mortos e milhares de desabrigados no estado.
O PP também deverá recompor seus espaços na administração estadual, após ter perdido o Lafepe, a Ceasa, o Porto do Recife e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que foram entregues a Miguel Coelho depois que Dudu acenou com um eventual apoio à candidatura de João Campos (PSB). Irritada, Raquel mandou demitir todos, mas agora terá que reorganizar os espaços do partido. Uma secretaria deverá ser destinada ao ex-deputado Bruno Rodrigues, que comandava a Ceasa e é aliado próximo do líder do PP.
Raquel conta com o apoio da bancada do partido, que sempre votou com o governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). “Era um caminho natural”, disse um deputado estadual com quem conversei há pouco. Na ocasião do “rompimento”, Dudu da Fonte não reagiu de forma mais dura, embora tenha afirmado que a governadora foi “precipitada” nas demissões.
Agora, com o “cachimbo da paz” fumado, o partido entra de vez na campanha e deve garantir um tempo relevante de TV e rádio para a candidatura à reeleição da governadora.
É isso.











