Por Danilo Duarte – Se a semana tem consolidado a liderança da governadora Raquel Lyra (PSD) nas pesquisas de intenção de voto, ela também está marcada com a saída de federações de sua base. Após perder apoio do PRD/Solidariedade, hoje foi a vez do PSDB/Cidadania.
A executiva nacional da federação destituiu o diretório estadual, que era presidido por Frederico Loyo, aliado de Raquel. O comando agora passará para Nilton Mota, ex-secretário da Casa Civil no Governo Paulo Câmara, e PSB “desde criancinha”.
Com isso, em três dias, a governadora perdeu o apoio de siglas com 30 deputados federais, critério que define o tempo de propaganda eleitoral na televisão e no rádio, bem como a quantidade de inserções durante a programação destes veículos. Em 2022, PSDB e Cidadania elegeram juntos 18 parlamentares, enquanto PRD e Solidariedade somam 12.
Com isso, a situação fica curiosa. A governadora que lidera as pesquisas, embora tecnicamente empatada com o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), se vê com uma perspectiva de poder crescente, mas os partidos têm saído de sua base e migrando para a oposição, o que contrasta com um cenário iminente de reeleição.
Há quatro anos, a governadora se elegeu justamente pela federação que hoje deixa sua base. Ela se desfiliou do PSDB, partido o qual chegou a presidir, e deixou o aliado Loyo no comando da legenda.
A destituição da comissão aliada não deixa de aparentar um gesto vingativo, visto que o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, nunca escondeu a decepção com a saída da governadora para o PSD, sigla que oferecia mais estrutura para sua reeleição.











