Da Redação – A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou nesta quarta-feira (16) que pretende entregar 250 creches no estado até meados de 2027. Durante sabatina no Arenga Política, podcast do Portal do Ricardo Antunes, ela disse que o governo estadual destinou R$ 2 bilhões para a construção das unidades e destacou que a iniciativa é inédita na atuação do Executivo estadual.
“É bom explicar que, pela primeira vez na história, nos 500 anos de história de Pernambuco, o governo do Estado está construindo creche. Isso nunca foi tema do governo do Estado para construção de educação infantil”, afirmou.
Segundo Raquel, Pernambuco apresentava, no início de 2023, a pior cobertura de creches entre os estados do Nordeste. A governadora afirmou que a entrega das 250 unidades deve permitir que o estado alcance a média nacional de atendimento.
“A gente destinou R$ 2 bilhões em Pernambuco para construção de creche. […] Até o meio do ano que vem, 250 creches. Isso coloca Pernambuco na média do Brasil, porque, em janeiro de 2023, nós éramos a pior cobertura do Nordeste brasileiro de creche”, declarou.
A governadora também relacionou a ampliação da educação infantil à melhoria dos índices de alfabetização. De acordo com os números citados por ela, em 2023 apenas duas em cada dez crianças na idade adequada estavam alfabetizadas. Atualmente, segundo Raquel, esse índice chegou a 6,4 em cada dez. “Saímos de dois para 6,4 meninos alfabetizados na idade certa. A gente quer 100%”, disse.
Raquel afirmou que o Estado não esperou a conclusão das creches para atuar na alfabetização e citou uma parceria com as prefeituras que, segundo ela, já envolveu mais de R$ 500 milhões em repasses, além de apoio técnico, formação de educadores e material específico.
“As creches nos dão essa possibilidade porque a gente garante espaços de qualidade. A gente garante cinco refeições por dia, combate a pobreza e a desnutrição”, afirmou.
Segundo a governadora, todos os municípios pernambucanos aderiram ao convênio para implantação das creches, inclusive o Recife. Ela reconheceu, no entanto, dificuldades para executar simultaneamente o volume de obras previsto pelo programa.
Entre os obstáculos citados estão a escolha e preparação dos terrenos, serviços de topografia e terraplanagem, a capacidade operacional de empresas vencedoras das licitações e a falta de mão de obra em determinadas regiões.
Raquel citou Petrolina como exemplo. Segundo ela, o nível de emprego na fruticultura irrigada dificulta a contratação de trabalhadores para a construção civil, exigindo a busca e capacitação de profissionais de outras localidades.










