Por Ricardo Antunes – As redes sociais ficaram polvorosa após a divulgação da prestação de contas da governadora Raquel Lyra (PSB). Isso porque ela declarou a quantia de R$ 1 em conta corrente no Bradesco, o suficiente para todo o tipo de ironia ser feito da parte de seus adversários. Até aí, tudo bem, mas inventaram uma “vaquinha” para um PIX falso, o que gerou um vídeo e um boletim de ocorrência por parte da governadora.
Obviamente é risível acreditar que um político tenha apenas R$ 1 em sua conta, sobretudo alguém que é servidora pública há cerca de duas décadas, com proventos mensais superiores a R$ 50 mil, oriundos do cargo de policial federal concursada.
Curiosamente, nas seis eleições que disputou em sua vida, a governadora declarou depósitos em conta corrente em cinco delas. Inclusive na disputa ao Governo de Pernambuco, em 2022, Raquel já havia declarado o mesmo valor de R$ 1, mas a repercussão não alcançou os níveis atuais.
Em 2010, quando se elegeu deputada estadual pela primeira vez, Raquel declarou um depósito de R$ 312,55 no extinto Banco Real. Em 2014, quando se reelegeu, os depósitos foram no mesmo Bradesco (R$ 16.432,40) e Itaú (R$ 117,81).
Dois anos depois, quando se elegeu prefeita de Caruaru, Raquel havia declarado dois depósitos nos mesmos bancos. No Bradesco, o valor foi até similar (R$ 16.197,32), e no Itaú um tanto maior (R$ 1.448,53). Não houve depósitos bancários na reeleição, em 2020
A governadora declarou ao longo dos anos cifras mais altas em aplicações financeiras ou quotas de participação no Jornal Vanguarda, além do imóvel em Jaboatão dos Guararapes. Itens que poderiam chamar mais atenção devido às cifras envolvidas, mas realmente a quantia de um real produziu o desgaste da vez.
No jornalismo político, convenciou-se a chamar esses assuntos de “flores do recesso”, por não durarem tanto tempo no noticiário. É questão de um lado saber administrar e gerar uma pauta mais positiva para si – ou negativa para os adversários -, o que deve estar em gestação para as próximas horas. A conferir.










