Por Ricardo Antunes – O rompimento do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (MDB), com a candidata ao Senado pela Frente Popular, Marília Arraes (PDT), teve as digitais do ex-prefeito e candidato a governador João Campos (PSB). O socialista, presidente nacional da sigla, avalizou a iniciativa de Porto para enfraquecer a pedetista, sua prima e ex-rival.
A iniciativa explicita algo que todas as rodas de política pernambucana já sabem: João não quer a eleição de Marília. E vice-versa. Está no DNA de ambos.
João sabe que se a prima for vitoriosa, vai querer disputar a Prefeitura do Recife em 2028 contra seu aliado, Victor Marques (PCdoB), e até o Governo de Pernambuco em 2030. E se ele perder, o cenário piora, pois ela iria querer assumir o controle das oposições e tirar seu protagonismo. Ou seja, feriria suas ambições e seu ego, ambos incontroláveis.
Para Marília, a oportunidade é única de se alçar a liderança caso o primo perca. Uma vitória de João para governador travaria suas ambições e seu ego, ambos igualmente incalculáveis.
O rompimento de Álvaro Porto e as acusações de que Marília não honraria compromissos foram minuciosamente colocados como parte dessa estratégia. Possivelmente novos planos de destruição estão sendo construídos. Como diz o velho ditado, “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Só nos resta esperar, pois essa disputa de espaço não traz nenhuma migalha ao povo.









