Por Paula Cordeiro – Há poucos minutos, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, voltou atrás na decisão que suspendia a campanha do candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos. A reversão da decisão foi noticiada pela CNN Brasil. A determinação anterior havia suspendido a propaganda eleitoral digital do candidato em canais que não teriam sido informados à Justiça Eleitoral dentro do prazo. Toffoli também havia determinado que Renan não recebesse recursos do fundo eleitoral e não participasse de debates e entrevistas.
A medida foi tomada após Renan informar à Justiça Eleitoral, com 12 dias de atraso, 16 perfis de redes sociais utilizados na campanha. Segundo a decisão, a omissão poderia permitir que os perfis continuassem sendo impulsionados pelos algoritmos das plataformas, gerando possível vantagem indevida e comprometendo a isonomia entre os candidatos.
Após a suspensão, Renan publicou um vídeo nas redes sociais em que classificou a decisão como “ilegal” e “persecutória” e afirmou que recorreria ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato disse ainda que não utiliza recursos do fundo eleitoral e pediu aos apoiadores que baixassem e compartilhassem o vídeo, alegando que aquela poderia ser sua última publicação antes de ter as redes sociais retiradas do ar. Renan também relacionou a decisão às manifestações que convocou contra Toffoli e afirmou acreditar que estaria “pagando o preço” por suas críticas ao ministro.










