Da Redação – Em 25 de setembro, o TSE certificou a derrota da coligação Frente Popular de Pernambuco em disputa sobre a participação da Federação PSDB-Cidadania na aliança adversária. Dias Toffoli acompanhou a maioria. No dia seguinte, como relator no STF, acolheu parcialmente outra reclamação sobre a mesma controvérsia, cassou a decisão do TRE-PE e determinou a retirada da federação da coligação.
As ações tinham autores e fundamentos distintos, mas o efeito é eloquente: Toffoli desautorizou, na prática, o resultado que acabara de respaldar no colegiado que integra.
O recurso ao Supremo também aparece em outra frente ligada à gestão de João Campos: em janeiro, uma petição de três ocupantes de cargos da Prefeitura do Recife resultou no trancamento de uma investigação do Ministério Público estadual. O episódio atual volta a pôr em debate o uso do STF para obter resultados negados em outras instâncias.










