Da Redação – O senador sem votos Fernando Dueire (PSD) anunciará, nesta segunda-feira (10), apoio ao colega Humberto Costa (PT), que disputará a reeleição. Preterido da chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), que optou por Túlio Gadelha (PSD), o parlamentar abre uma curiosa dissidência.
A exemplo de Miguel Coelho (União Brasil), também rifado da corrida ao Senado, Dueire não trabalhou com um plano B. Dizia-se o preferido por mais de 100 prefeitos da base governista. No entanto, Miguel foi estimulado a concorrer para deputado federal, enquanto Dueire sequer foi cogitado a nada.
O único convite de fato que teria ocorrido foi para ser o primeiro suplente de Eduardo da Fonte (PP), candidato da Federação União Progressista. Dueire recusou. Considerou humilhante, e terminou sendo rifado.
Ao anunciar apoio a Humberto, que integra o palanque oposicionista liderado por João Campos (PSB), Dueire cria um rompimento com o grupo governista. Mais que isso, uma contradição: se declarar o segundo voto a Túlio, estará apoiando a governadora, que o excluiu; se votar em Eduardo da Fonte, seria praticamente uma infidelidade partidária, já que não votaria num correligionário.
Amanhã as respostas deverão ser dadas, mas uma coisa é certa: qualquer que seja a posição, o mandato de Dueire, para o qual não recebeu um voto, será encerrado politicamente amanhã. Será um ex-senador em exercício.
Eleito suplente de Jarbas Vasconcelos (MDB) em 2018, Dueire assumiu como titular em 2023 e abriu diversas crises no MDB. Após tentar tomar a sigla a força, não conseguir e ficar sem espaço em outras legendas, se filiou ao PSD acreditando que conseguiria disputar o Senado. Preterido do sonho lunático, Dueire deverá fazer seu último anúncio e passará a apenas contabilizar salários até o final de janeiro.
Bom lembrar que Dueire nunca pontuou nem 3% nas pesquisas para o senado e não foi sequer citado pela governadora Raquel Lyra na convenção do PSD no ultimo domingo. Era apenas um delírio de sua mente ser candidato á reeleição.








