Por Ricardo Antunes – Alheia ao rame-rame do noticiário político, a governadora conseguiu, em meio a todo o processo de montagem da chapa, um fortalecimento que muitos talvez não enxerguem. Mas ela reforçou uma coisa de muito valor para o povo: mostrou que, no final, é ela quem decide. Foi o que ocorreu.
Com todos os problemas criados, os atritos na Federação União Progressista, a arrogância do ex-senador em exercício Fernando Dueire (PSD) e a desistência de Túlio Gadêlha (PSD) de disputar o Senado, Raquel controlou tudo. De quebra, ainda colocou o ex-assessor especial André Teixeira (PSD) na suplência de Túlio.
Se isso antes desagradava Eduardo da Fonte (PP), a solução caiu como uma luva: o ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil) indicou o suplente, o que o coloca de cabeça na campanha. De tanto limão, saiu uma limonada.
De quebra, a governadora ainda ofuscou João Campos (PSB) nas últimas três semanas. A campanha propriamente dita começa no domingo (16), e pouco se falou do socialista em agosto, exceto pelos conflitos de poder com Marília Arraes (PDT).
Até mesmo a estratégia mirim de distribuir notas de R$ 1 tem feito pouco efeito, e há o risco de esse episódio ressuscitar o grande calcanhar de Aquiles do ex-prefeito: o episódio do “fura-fila filho do juiz”, algo que pegou muito mal entre o povo e deve virar tema nas próximas semanas.










