Por Ingrid Coutinho – A vítima de violência doméstica que teve processos paralisados pela 2ª Vara de Família de Petrolina rebateu a manifestação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Ela questiona a justificativa apresentada pela entidade para as sucessivas declarações de suspeição e reforça que também teria sido alvo de comentários discriminatórios por parte de um magistrado.
“Eles estão justificando o injustificável […] Sou uma mãe que está em busca dos direitos do filho e dos meus também, pois sou vítima de violência doméstica”, declara a mulher.
Sobre a alegação de que outros magistrados já haviam declarado suspeição na Bahia, a vítima afirma que o primeiro juiz baiano teria contato direto com o ex-marido dela.
“Eles querem me culpar de todo jeito”, afirmou. “Eu vim morar nessa cidade em fevereiro. Por que já houveram três arguições?”
A vítima questiona o que considera uma inversão de responsabilidade diante dos sucessivos afastamentos. “Por que os magistrados e o TJPE estão querendo culpar a mim pelas arguições? Eu que sou a culpada?”, questionou.
Outro ponto destacado por ela são os comentários que classifica como discriminatórios. Em um dos documentos, a mulher é tida como “problemática” por um dos magistrados que atuaram no caso. A razão, seria a sucessiva busca da mulher por atendimento no balcão virtual do órgão.

A vítima em questão chegou a ser proibida de entrar nas dependências da 2ª Vara de Família de Petrolina.

As declarações fazem parte da resposta da vítima a declaração do TJPE. As alegações apresentadas pela mulher são contestadas pelo órgão e pela Associação dos Magistrados de Pernambuco (AMEPE). Os processos tramitam sob segredo de Justiça











