Por Ingrid Coutinho – Quatro pessoas foram indiciadas pela morte de Bryan Henrique de Souza Barros, de 7 anos, que morreu após se afogar em uma piscina do Parque Aquático Via Park, localizado na Perimetral de Olinda, no Grande Recife. O caso ocorreu no dia 25 de julho e a investigação apontou responsabilidades da mãe da criança, de duas salva-vidas e do proprietário do parque.
De acordo com o relatório conclusivo do inquérito, Emylly Vitória de Souza Pereira, mãe de Bryan, foi indiciada pelo crime de abandono de incapaz qualificado pelo resultado morte, com aumento de pena por ser ascendente da vítima.
Segundo a investigação, a mãe sabia que o menino não sabia nadar, tinha medo de piscina e não utilizava boia ou outro equipamento de flutuação. Ainda assim, ela teria deixado a criança sozinha dentro da água para ir ao banheiro, sem determinar que o filho saísse da piscina ou transferir a responsabilidade pela vigilância para outro adulto.
As duas salva-vidas que estavam de serviço, Chaiane Kelli Gomes da Silva e Clarice Daniely Alves da Silva, também foram indiciadas e responderão por homicídio culposo por omissão imprópria. A investigação concluiu que as profissionais, escaladas para o posto de observação e responsáveis pela segurança dos banhistas, teriam agido com negligência ao não perceberem a movimentação de Bryan em direção à parte mais profunda da piscina e, posteriormente, o afogamento.
O relatório aponta que o menino permaneceu submerso por cerca de um minuto e 20 segundos, a poucos metros do local onde as salva-vidas estavam. A investigação também menciona que um quase afogamento havia ocorrido no mesmo ponto da piscina no mesmo dia.
Já Tony Hsu Chuncki, proprietário e administrador do Parque Aquático Via Park, foi indiciado por homicídio qualificado pela asfixia, na modalidade de dolo eventual. Segundo a Polícia Civil, a conclusão é de que ele assumiu o risco de produzir o resultado morte ao manter o parque em funcionamento sem os alvarás e licenças necessários dos órgãos competentes.
O relatório também aponta falhas estruturais que contribuiram para o afogamento, entre elas a ausência de uma barreira física entre a piscina infantil e a área de desembarque profundo do toboágua. A investigação ainda cita deficiência na sinalização da profundidade da piscina e um histórico de incidentes anteriores no mesmo local.
Bryan Henrique de Souza Barros chegou a receber atendimento e foi encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu. Após a morte da criança, familiares passaram a questionar as condições de segurança do parque aquático e relataram problemas como a falta de sinalização adequada e possíveis falhas na atuação dos salva-vidas.
À época do caso, o Olinda Via Park informou que havia fechado temporariamente as portas por decisão da direção e afirmou que prestou os primeiros socorros à criança, além de colaborar com as autoridades para o esclarecimento dos fatos. Com a conclusão do inquérito, o caso segue agora para os próximos procedimentos legais.










