Do Blog Manoel Medeiros – Um funcionário terceirizado da Prefeitura do Recife divulgou nas redes sociais, ontem, num perfil do Instagram chamado @raquelbolada, do qual é responsável, convocação de atos de violência física contra a governadora Raquel Lyra numa caminhada que ocorreria na Vila Santa Luzia, na Torre, ocorrida no final da tarde deste sábado (12).
De acordo com a publicação, que está sendo questionada judicialmente no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), o funcionário sugere que a população jogue ovos na governadora como reação ao que o funcionário informa ser “o não pagamento de um auxílio de R$ 2.500,00” por conta das chuvas.
Eduardo da Silva Souza, responsável pelo perfil de incitação ao ódio e à violência, é funcionário da Prefeitura do Recife por meio da empresa terceirizada Pernambuco Conservadora, atuando em pastas como a Secretaria de Articulação Política e Social da Prefeitura, uma espécie de Casa Civil da Prefeitura. Há vários registros dele recebendo salário da terceirizada além de pagamentos de diárias de R$ 460 por supostos trabalhos em eventos, como o Carnaval.

Um ofício que o Blog Manoel Medeiros teve acesso mostra o responsável pelo perfil de disseminação de ódio @raquelbolada indicado como responsável por evento na comunidade Caranguejo Tabaiares.
As publicações do perfil @raquelbolada são marcadas por graves acusações pessoais contra a governadora, acompanhando várias outras páginas divulgadas por Eduardo Nino. Posts recentes apontam conteúdos como “Mainha do ódio”, “Foda se Raquelsonaro”, além de fotos propagando quadros do PSB como o secretário de Governo e Participação Social Gustavo Monteiro, além de registrar que o deputado estadual Rodrigo Farias (PSB) é o seu deputado estadual. Também há muitas imagens exaltando o vice-presidente do PSB do Recife, Victor Carvalho, também funcionário da gestão municipal.
De acordo com representação da coligação Pernambuco no Coração, protocolada no Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-PE), “o conteúdo impugnado não se limita a crítica, opinião, ironia ou juízo sobre a atuação da candidata. A publicação convoca pessoas para comparecerem a determinado evento, em data, horário e local definidos, e sugere que ali sejam arremessados ovos contra a candidata. O que acrescenta à eventual crítica sobre a ausência de auxílio às famílias atingidas pelas enchentes não é uma nova opinião política, mas o estímulo à prática de ato hostil contra pessoa”.












