Da Assessoria – Lucas Polese (PL), o deputado mais votado da história do Espírito Santo, recebeu 16.547 votos no município de Cachoeiro de Itapemirim. Natural de Cariacica, o deputado federal eleito obteve na cidade, segundo a coordenação da campanha, a maior votação já registrada ali por um candidato a deputado federal de outro município. O resultado tem nome e sobrenome: Luan Herrera Cruz, coordenador da campanha de Polese em Cachoeiro e presidente da Juventude do PL no Sul do Espírito Santo.
Em uma cidade historicamente fechada para candidatos de fora, onde votos costumam ser distribuídos entre lideranças locais e grupos tradicionais, o feito é raro. Para alcançá-lo, Luan apostou no que tinha: tempo, presença nos bairros e uma rede de jovens voluntários que acreditaram no projeto.
A votação em Cachoeiro fez parte de um resultado sem precedentes. Polese terminou o primeiro turno com 419.735 votos, 19,66% dos válidos. A marca é mais que o dobro do recorde anterior, de 181.813 votos, obtido por Amaro Neto em 2018. Polese recebeu quase três vezes mais votos que a segunda colocada no estado e teve o segundo maior percentual proporcional do país, atrás apenas de Nikolas Ferreira, em Minas Gerais.
Luan montou em Cachoeiro uma campanha de base. Os voluntários distribuíram material de porta em porta, organizaram reuniões nos bairros e chegaram aos distritos da zona rural, sem pagamento. A soma desse esforço foi uma votação massacrante para um candidato sem raízes eleitorais no município.
Filho de uma ex-gari e de um trabalhador rural, Luan acumula 14 anos de atuação política e social em Cachoeiro. A relação com Polese começou em 2021 e se consolidou como uma das parcerias mais sólidas da direita capixaba no Sul do estado.
“Essa votação não é minha, é de cada jovem que foi para a rua sem pedir nada em troca e de cada morador de Cachoeiro que confiou no Lucas. Mostramos que a cidade não tem dono e que o voto do povo não é negociado em gabinete”, afirmou Luan.
Para lideranças do PL no Sul capixaba, os números de Cachoeiro mostram que a força política na cidade já não se mede pelo número de vereadores ou pela máquina pública, e sim pela capacidade de mobilizar gente.
“Eles tinham 18 vereadores, a prefeitura e o governo. Nós tínhamos voluntários e verdade. No segundo turno, vamos mostrar que Cachoeiro está pronta para virar a página”, disse Luan.










