Por Ricardo Antunes – Com as novas bancadas da Câmara Federal definidas, já começaram as articulações dos deputados por espaços em Brasília. Os pernambucanos tendem a galgar espaços no plano nacional, enquanto alguns ainda dependam do resultado da disputa presidencial.
Dois nomes do Podemos são destaques certos na futura legislatura. O presidente estadual Marcelo Gouveia é cotado para assumir a liderança da sigla na Câmara. Já Gilson Machado poderia virar ministro num eventual governo Flávio Bolsonaro (PL), ou digitar em comissões importantes no caso da reeleição do presidente Lula (PT).
Clarissa Tércio (PP), que chegou a ser cotada para vice de Flávio, pode assumir espaço relevante na gestão, ou ter destaque na Comissão de Direitos Humanos, espaço que tende a ferver com embates no próximo governo.
Membro da atual Mesa Diretora, Carlos Veras (PT) deve deixar o espaço. Apesar de todo o poderio do cargo, ele não foi o mais votado e tende a não renovar a primeira secretaria da Casa. Já Lula da Fonte (PP), atual segundo secretário, pode permanecer no posto ou galgar outros espaços relevantes.
Com metade dos parlamentares todos como novatos, Augusto Coutinho (Republicanos) e Veras devem ser mantidos na liderança da bancada pernambucana. Por sua vez, Fernando Filho (União Brasil) virou o decano do estado, pois cumprirá o sexto mandato consecutivo em Brasília. Ele pode presidir alguma comissão ou continuar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Pedro Campos, irmão do derrotado João Campos, deve deixar a liderança do PSB. Felipe Carreras, amigo irmão do ex-presidente da Câmara e futuro senador Arthur Lira (PP-AL), pode sucedê-lo.
Jones Manoel (PSOL) e Eduardo Moura (Novo) tendem a ganhar espaço por seus partidos nas futuras comissões. Jones pode sofrer com a concorrência de nomes nacionais, a exemplo de Erika Hilton e Sâmia Bomfim, mas deve ganhar protagonismo nos debates nacionais, especialmente em pautas como a jornada de trabalho 6×1.









